AQUI COMEÇA A HISTÓRIA DE ÉRIKA....
Ela...
Dizem que o aço só se torna espada depois de passar pelo fogo mais alto. Érika não nasceu fria; ela foi congelada pela necessidade. Hoje, ela é o cálculo exato em um mundo de impulsos. No Vidigal, onde o asfalto encontra o morro e a vida vale o preço de uma munição, ela aprendeu a não tremer o dedo no gatilho.
No início, os sussurros nos becos eram de deboche. "Uma mulher não aguenta o peso da coroa", diziam. Eles subestimaram o silêncio dela. Érika não apenas tomou o controle; ela reconstruiu o império à sua imagem. Uma patroa cuja beleza é tão letal quanto sua falta de piedade. Ela não busca amor, busca ordem - e a ordem, no seu mundo, é escrita com sangue.
Eles...
Eles chegam com promessas, com fuzis e com o ego inflado, acreditando que podem decifrar o enigma por trás daqueles olhos escuros. Olham para Érika e enxergam um troféu, uma posse, um coração que acreditam ter nas mãos.
Pobres tolos.
O que eles chamam de conquista, ela chama de estratégia. Enquanto eles jogam damas, ela joga xadrez com a vida de cada um. Érika é o oceano: eles podem até nadar nela por um tempo, mas ninguém jamais conseguiu domar a maré. Quem tentou segurar seu coração, acabou descobrindo que ele é feito de gelo - e o gelo, quando quebra, corta fundo.