Roman Ao sair da reunião, os passos firmes de Dmitry Kozlov ecoavam logo atrás de mim. Senti sua presença pesada, quase como uma sombra, e sabia que ele queria falar. Claro que queria. Tanta coisa havia mudado em poucas horas. A Bratva agora tinha um novo líder, mas isso era apenas o começo. Sem dizer uma palavra, virei-me e sinalizei para ele me seguir. Encontramos uma pequena sala privada, longe de olhares curiosos. Fechei a porta atrás de nós, e o som oco reverberou pelo ambiente silencioso. Dmitry relaxou um pouco, mas seu olhar continuava carregado com a intensidade que só aqueles que sobreviveram por tanto tempo nesse jogo perigoso conhecem. Ele foi o primeiro a quebrar o silêncio. - Roman... agradeço por sua confiança - começou ele, sua voz baixa, mas carregada de respeito. - A

