Roman Ostrov Donatella estava de volta em casa, mas algo parecia diferente nela desde o hospital. O silêncio ainda era uma constante entre nós, mas não o mesmo tipo de silêncio gélido e hostil que ela costumava usar como arma. Era um silêncio pesado, carregado de arrependimento. Eu sabia que o que ela havia feito não era apenas uma tentativa de escapar de tudo, mas um pedido desesperado de ajuda. E agora, eu estava determinado a fazer com que ela entendesse que não precisava passar por isso sozinha. Encontrei Donatella na sala de estar, sentada em silêncio, com as mãos entrelaçadas no colo. Seu olhar estava perdido, distante, mas assim que entrei, ela me encarou. Seus olhos já não carregavam o mesmo ódio que costumavam ter. — Donatella... — chamei suavemente, me aproximando. — Este é

