A história de Creusa se inicia numa família com irmãos e irmãs. Com apenas 4 anos, Creusa se mudou para o Rio de Janeiro com seu pai e seus irmãos. A infância, apesar das típicas brigas e desentendimentos fraternos, foi um período feliz. Na adolescência, seu irmão mais velho, Célio, saiu de casa aos 14 anos, separando-se da família.
Creusa e sua irmã, Lucimar, começaram a trabalhar. Enquanto Lucimar saía para trabalhar, Creusa ficava em casa, responsável por cozinhar, lavar roupa e cuidar dos irmãos. Aos 16 anos, Creusa se casou. Ela conheceu seu futuro esposo aos 13 anos, durante uma visita à sua avó paterna, que estava doente. O relacionamento começou como um namoro em Una, e eventualmente culminou no casamento.
Creusa casou-se em 1979, e em 1980 teve seu primeiro filho. Sua segunda filha nasceu em seguida. Nascida em 18 de julho de 1963, Creusa teve três filhos, que infelizmente faleceram. Apesar das dificuldades, Creusa trabalhava muito e se considerava feliz.
Com o passar do tempo, seus filhos se casaram. A filha mais nova de Creusa se casou antes da filha caçula e teve uma filha.
Mais tarde, o filho mais velho de Creusa conheceu uma jovem que tinha apenas 13 anos quando começaram a viver juntos. As condições da época eram bastante rústicas: não havia tanque, e a água precisava ser buscada em um posto e transportada em bacias de alumínio. A lavagem de roupas e louças era feita com água do poço, e as roupas, depois de lavadas, eram colocadas para "corar". As peças de vestuário eram guardadas em caixas, e a cama era feita de itaúba, uma madeira resistente, com colchão e travesseiro de palha de banha, um material colhido na natureza.
No início de seu casamento, Creusa e seu marido mobilizaram a casa com peças fabricadas por eles mesmos. A cama, o fogão a lenha e a mesa foram construídos artesanalmente, e bancos de madeira serviam como assentos. A primeira geladeira da família foi adquirida apenas quando o filho mais velho completou 18 anos, e ele também contribuiu para a compra do fogão a gás, adquirido por ocasião do casamento da filha mais nova de Creusa. Creusa e seu esposo celebraram 42 anos de matrimônio, que foram interrompidos pelo falecimento dele, vítima de câncer de esôfago e estômago.
O falecimento do esposo de Creusa coincidiu com o início da pandemia, um período em que a distância física da família se tornou ainda mais dolorosa devido às restrições de transporte. Creusa enfrentou a viuvez e o isolamento impostos pela pandemia com grande dificuldade. Apenas um ano e oito meses após a perda do marido, em 2021, Creusa começou a enfrentar sérios problemas de saúde.
A primeira cirurgia foi extremamente delicada, e Creusa chegou a correr risco de vida. O procedimento resultou em complicações, incluindo lesões no estômago e no fígado. Após cinco meses, Creusa enfrentou uma nova emergência médica: uma grave infecção abdominal que causou necrose e odor fétido, com risco de ruptura. O problema, relacionado à bile, exigiu uma nova intervenção cirúrgica. Em suas próprias palavras, Creusa descreveu essa experiência como uma jornada pelo "vale da sombra da morte", onde sentiu-se amparada e curada por sua fé em Jesus.
Quando Creusa pensou que sua saúde estava se estabilizando, novos problemas surgiram. Ela começou a ter febre, dores e perda de apetite, sentindo vontade de consumir apenas água. Ao procurar atendimento médico, foi diagnosticada com um tumor no pâncreas. Exames mais detalhados, realizados em 2024, confirmaram o diagnóstico de câncer. Após um período de cinco meses de relativa melhora, Creusa voltou a sentir-se m*l durante a prática de exercícios físicos. A Dra. Isabel foi a médica que a acolheu neste momento, solicitando exames de ressonância que, por fim, revelaram o problema pancreático. Oito meses após ter superado o câncer, em 2025, Creusa enfrentou um novo desafio: um problema no útero. Atualmente, ela está em processo de avaliação médica para determinar a natureza exata do problema uterino e o tratamento cirúrgico necessário.
Após descobrir o problema de saúde, Creusa se separou de seu segundo marido e passou a residir na casa de parentes, pois sua condição exigia um ambiente de cuidados constantes.
Creusa escreve este livro como um testemunho das bênçãos divinas em sua vida. Aos 62 anos, Creusa experimentou o dom da vida renovada, tornando-se um milagre vivo. Ela caminhou à beira da morte, mas foi resgatada pela graça de Deus. Deus a surpreendeu com um milagre, colocando-a de pé quando as probabilidades apontavam para o fim. Se não fosse a intervenção divina, Creusa não estaria mais neste mundo. Que cada leitor, ao se deparar com esta história, sinta sua fé fortalecida e sua crença nos milagres de Deus revigorada. Deus nos concede provações, mas também nos concede a vitória. Ele nos ampara em suas mãos, e para aqueles que creem, realiza milagres. Acreditar é o primeiro passo para testemunhar o extraordinário.
Creusa mantém-se em oração, confiante de que poderá ser poupada de uma nova cirurgia. No entanto, se o procedimento for necessário, ela confia plenamente na cura divina que a restaurará mais uma vez.