Quando o carro diminui a velocidade, percebo com surpresa que chegamos ao mar. Saímos do carro, Félix diz ao guarda: espere aqui. Ele puxa-me pela manga. A costa rochosa é cortada por penhascos, um dos quais se aprofunda na água como um planalto estreito. Félix e eu caminhamos juntos até chegarmos à beirada. — Por que você está me evitando? — Por que você não vai embora? Começamos a conversar ao mesmo tempo, e o olhar duro direcionado a mim se aquece. Chego mais perto, puxo as lapelas do seu paletó e olho nos seus olhos. — Por que você concordou, Fel? Você foi forçado a fazer isso? Ou... — Não, Ari. Ninguém me obrigou. Mas alguém tem que parar tudo isso. Felix sorri tristemente, e eu dou um suspiro de alívio. Ele percebe isso. — Você realmente acreditou que eu queria me tornar Don Di

