Ela abre os olhos. Sem chorar. Ela me olha, como se estivesse com raiva. Ótimo, definitivamente não estou pronto para ouvir ela chorar agora. Eu pego a sua mão e a puxo para junto de mim. — Vamos. Estamos indo embora. — Para onde? Ela parece inexpressiva e resiste instintivamente. — Como para onde? Casar. Eu puxo com mais força, ela resiste com mais força. — Não vou a lugar nenhum com você, Damião. Ela explode e se afasta. No meio do quarto dela há uma mala aberta, as coisas estão espalhadas por toda parte. — Onde você está indo? Faço uma careta, colocando as mãos ao lado do corpo. — Para a Suíça, só isso. Ela diz com o queixo erguido como uma rainha. — Papai vai me encontrar mais tarde. O seu pai, se você tiver sorte, ficará na prisão por vinte anos, mas não vou contar a ela sobre

