— Sra. Pokrovskaya, devemos intervir? — Não vale a pena. Está tudo bem. Certifique-se de que a minha mãe não volte para casa ainda. — Deteremos a sua mãe até você ligar. — Ok, obrigada. Tiro o fone do ouvido, coloco-o ao lado do telefone e olho para o homem que está caminhando em direção à casa, e arrepios percorrem o meu corpo. Tudo está exatamente como antes. Tudo é exatamente como naquele dia em que eu disse a ele pela última vez na minha vida que o amava. Damião, como da última vez, bloqueia a porta com seu torso largo. Ele olha ao redor do terraço, entra e apoia as mãos na mesa. —Olá. Não esperava? E uma poderosa corrente de memórias me joga no passado. Tudo isso já aconteceu antes. O ar está cheio de uma mistura explosiva de cheiros de perfume caro, tabaco e homem. Os múscul

