Romana se aproximou de Tomás com passos lentos, o olhar dela cheio de intensidade, como se houvesse fogo queimando ali. Tomás sentiu o impacto daquele olhar e, por um momento, teve a impressão de que ela podia enxergar através dele. — Tem algo que você sabe que vai mudar a minha vida e está escondendo, Tomás? — disse ela, a voz baixa e controlada, mas carregada de firmeza. — Estou te dando a chance de me contar, e acredite, eu não costumo dar muitas chances. — Marrenta, eu... — Você não faz ideia do tanto de coisa horrível que já vi e vivi — ela o interrompeu, o rosto impassível, mas os olhos fixos nele. — Mas tem uma coisa que é imperdoável. — O quê? — Mentira. Eu não estou disposta a perdoar mentiras. Tomás sentiu a garganta seca e engoliu em seco, incapaz de responder. — Vou mo

