- Tyler Lennox
Acabei pegando no sono deitado no sofá, quando acordo com um barulho é a Milla que estava se levantando pra ir ao banheiro, ajudo ela e depois ajudo a voltar pra cama, percebi que ela está com o rosto de quem estava chorando mas não pergunto nada, não quero parecer que estou me metendo na vida dela, prefiro que ela me conte por conta própria na hora que sentir confiança em mim, apenas procuro saber se ela está melhor, e ela diz que sim pergunto se ela quer conversar, mas ela me manda deixá-la em paz e se fecha no mundo defensivo dela, tento de alguma forma expor o que sinto mas ela me dá um fora e isso me deixa com muita raiva mais tento me controlar apenas saio do quarto e bato a porta, respiro fundo e vou chamar o Dr. Michael.
Tyler: Doutor, ela acordou.
Dr. Michael: Ok.
Tyler: O resultado dos exames chegaram?
Dr. Michael: Sim, estava olhando eles agora e não são nada bons. -fala e depois fica em silêncio por um momento
Tyler: Por favor, me fale o que ela tem?
Dr. Michael: Realmente as minhas suspeitas se concretizaram, ela está mesmo com anemia profunda.
Tyler: Mas tem tratamento não tem?
Dr. Michael: Sim, é necessário aumentar a ingestão de ferro e vitaminas e fazer o uso de suplementos e alimentar-se direito.
Ela tem família?
Tyler: Sim, mas o que tem haver com a situação?
Dr. Michael: Por que ela vai precisar do apoio da família, Tyler.
Tyler: Entendo, ela mora com a mãe e avó, mas acho que isso será impossível, porque a avó dela está muito doente com câncer e acho que esse é o motivo dela estar nessa situação.
Dr. Michael: Entendo, mas ela vai precisar do apoio de alguém próximo.
Ela está com anemia que dá pra tratar ainda, mas ela precisa mesmo se alimentar por que se não cuidar agora pode ficar bem pior a situação dela.
Tyler: Eu vou fazer de tudo pra que ela se alimente e vou tentar avisar a família e a melhor amiga dela que pode ajudar também.
Eu só preciso de um tempo até encontrar elas, mas faz tudo que tem que fazer e não se preocupe com nada.
Dr. Michael: Ok, vamos vê-la.
Voltamos para o quarto e ela ainda está deitada virada pro outro lado agora chorando o doutor entra e a cumprimenta ele conversa com ela, pergunta como ela está se sentindo eu fico de canto sentado apenas observando, queria poder fazer alguma coisa para tirar essa dor dela e não deixá-la sofrer mais.
Fico pensando sobre o telefonema que ela recebeu e o que pode ter acontecido de tão grave, fico admirando o quão forte ela tenta ser, o quanto ela é linda mesmo estando pálida e cansada.
O doutor explica tudo pra ela os cuidados que ela precisa ter, ela continua derramando lágrimas e me corta o coração vê-la nessa situação, ela pergunta se pode ir embora, mas por conta dos níveis de hemoglobina dela o médico acha melhor não liberá-la, quando ele falou que ela precisava ficar dois dias no hospital, ela se desespera e começa a tirar os acesso de soro do seu braço, começa a gritar querendo ir embora o doutor a segura mais ela começa a se debater então eu sento na cama abraço ela e começo a falar com ela, não sei da onde ela tirou tanta força mais é impossível acreditar que no estado em que ela está, ela teve tanta força, coloco um braço em sua cintura e o outro acaricio o seu rosto e converso com ela enquanto o médico coloca os acessos novamente em seu braço foi doloroso vê-la desse jeito e mais doloroso ainda ter que segurar ela dessa forma pra poder dar o calmante, mas foi necessário.
Enquanto o calmante faz efeito ela pede pra que eu fique, e pela primeira vez meu coração pulou de alegria sei que não foi por vontade própria e sim por que ela esta com medo e não tinha sua mãe ou sua amiga ali pra defende-la, mas eu sei que estou no caminho certo de conquistá-la. Ela pergunta o porquê de está fazendo isso por ela nem eu sei dizer, confesso que estou sendo levado não tenho controle de nenhum músculo do meu corpo, eu só apenas quero estar ao seu lado, poder ajudá-la e protegê-la pois me sinto de alguma forma realizado e bem com ela.