Sassá Narrando Ouvi o barulho seco da porta do carro se fechando na garagem, ecoando pela casa em meio ao silêncio. Era impossível não sentir o arrepio gelado subir pela espinha. Fechei os olhos por um instante, respirando fundo, tentando conter a onda de ansiedade que vinha junto com aquele som. Ele estava de volta. Coloquei Alexandre no cercadinho com cuidado, ajeitando os brinquedos ao redor, como se isso pudesse mantê-lo alheio ao que estava por vir. Mas antes mesmo de me afastar, um estrondo me fez gelar: a porta da sala foi batida com tanta força que os quadros na parede tremeram. Virei na direção do barulho, o coração acelerado. Ele entrou como um furacão, os passos pesados ecoando no piso. O rosto fechado como nunca, os olhos carregados de algo sombrio, como se ele estivesse à b

