Capítulo 9

4338 Palavras
Lucca estava rindo de Alex e Erick, ambos estavam extremamente vermelhos, ao ouvir Sol e Isaac falarem de forma tão natural, sobre s**o. Adrien e Kayte completavam as brincadeiras, sempre dizendo como melhorar uma transa, Celine apenas concordava e discordava das coisas ditas, enquanto Lucca ria nervosamente por entender o assunto mesmo sendo virgem. — Estou falando sério, se você colocar uma bala de menta na boca, e c****r ele, vai ser ainda mais gostoso. — Sol falou e Isaac concordou. — Ainda mais se você conseguir engolir ele todo! — Isaac falou e Celine concordou com o Horan, rindo e afirmando que tudo era questão de costume. Erick olhou para Alex que estava tão vermelho quanto os tomates cerejas, que Lucca comia. — Cubo de gelo também, deixa mais gostoso. — Adrien disse bebendo refrigerante. — Uma vez, usei com o Kayon e ele gozou bem mais rápido que o normal! — Sol e Celine reviraram seus olhos. — Vamos fingir que ele não é meu irmão! — Celine falou e Sol concordou. — Mas para eu fazer Dean gozar rápido, é só fazer espanhola. — Desculpa, não ter peito para isso! — Kayte disse fazendo todos rirem. — Má tem b***a! No dia que eu sentei de costas, Dean ficou louco. — A loira disse rindo. — Qualquer alfa fica louca vendo uma b***a, subindo e descendo no p*u! — Meu deus! — Lucca falou rindo alto, ainda sentia vergonha, mas não era nenhum virgem burro. — Eu já sou fã das preliminares, adoro um meia nove... — Kayte falou mordendo o lábio inferior. — E você Erick... Virgem a gente sabe que você não é... Você e a Ino, transam fofinho? — Isaac perguntou, e Erick se engasgou com o refrigerante. — A gente transa normal... — O ômega falou envergonhado. — Não tem nada demais. — Mas você não tem nenhum fetiche? — Sol falou levantando a sobrancelha, de forma sugestiva. — Hm... Já tive de policial e bombeiro... — Erick falou se lembrando da alfa, que realizou seus desejos. — Nossa, o Gabriel de bombeiro é minha religião! — Isaac disse mordendo o lábio inferior. — Dei para ele a noite toda! — E você santinho? — Kayte disse olhando Alex. — Você e o Lucca são os que menos disseram alguma coisa, e pelo bom humor que Heloísa vive, vocês devem t*****r bastante. — Kayte disse fazendo Alex esconder o rosto entre as mãos. — E pelo bom humor que Oliver ficou ontem, nem imagino o que aconteceu dentro daquele banheiro. Lucca revirou os olhos. — A gente só ficou. — Lucca disse pegando um biscoito. — Aí foi m*l Lucca, fala a verdade, vocês quase fuderam dentro do banheiro! — Gasta disse rindo. — A gente só se pegou! — Lucca falou revirando os olhos mais uma vez. — Já pegou no p*u dele? — Alex perguntou surpreendendo a todos. — Já... — Lucca respondeu se envergonhando. — E vai suportar ficar até o casamento, sem ao menos c****r ele? — Celine perguntou. — Sei lá... Se acontecer não vou reclamar. — Lucca se sentia à vontade para conversar aquilo com os amigos, eles agiam de forma tão natural que fazia o Bennet se sentir bem. (>vigiando era algo estranho. Por qual motivo o alfa estaria ali? Lucca dispensou Henry para que tivesse liberdade com seus amigos, e ter seu alfa do outro lado, não lhe dava uma boa sensação. Preferiu não dizer nada, mas depois iria conversar com seu alfa, fechou a janela e voltou ao quarto. Por mais que sorrisse ao lado dos amigos, ainda sim sentia o incomodo dentro de si. Porém Lucca teve uma certa sensação de conforto ao saber que o alfa, estava ali. Algo dentro de si dizia, que Oliver lhe protegeria. (>triste. — Aconteceu alguma coisa? — Lucca dia preocupado, tocando o braço do irmão e olhando em seus olhos igualmente negros, os longos fios escuros contidos no coque m*l feito, Lucca viu o pino de Adão do alfa, se movimentar, mostrando quando ele engoliu seco com a pergunta. Henry não era bom em mentir, e por isso Lucca conseguiu ler tão abertamente seu irmão. — Não aconteceu nada. — Aconteceu sim! Foi o que Lucca quis dizer ao seu irmão. Mas deixou o alfa ir para o quarto, o ômega suspirou e ficou olhando a escada, subindo a mesma e voltando para seu quarto, entrando sem fazer barulho. Vendo os amigos dormirem, mas logo ouviu o barulho de moto. Henry tinha saído, de novo! A sensação r**m não deixava Lucca, e por isso o ômega não conseguiu pregar os olhos, sempre esperando o barulho da moto do irmão, e ficando acordado uma, duas, três horas e nada. Henry não voltava para casa, e isso já estava deixando Lucca louco. Quando seu celular tocou, era o número de Henry e talvez isso tenha lhe dado um leve alívio, mas seu peito gritava que as notícias não eram boas. — Tachi? — Lucca falou ao atender o celular, do outro lado da linha tinha uma respiração tensa e Lucca sabia que era Henry. — Lucca... — Sua voz estava chorosa. — Eu te amo, irmãozinho. — Henry... Não estou entendendo. — Lucca disse sussurrando, novamente Saindo do quarto, mas dessa vez parando no corredor. — Eu estou viajando! Eu que me despedir, mas não tive coragem para isso, e seu que você vai me odiar, mas eu preciso disso! — Henry, e nossos pais? — Eles sabem! Eu deveria me despedir pessoalmente, mas sou covarde demais para isso. Eu prometo ir ao seu casamento e vamos nos falar por telefone. — Henry falou deixando sua voz embargar, ainda mais. Lucca não entendia nada, não compreendia o que estava acontecendo e o motivo, do seu irmão estar partindo assim tão de repente. — Eu te amo... — Lucca falou. — Eu também te amo, Lucca. — Henry disse e logo depois desligou. Lucca deixou suas lágrimas virem, e acabou chorando. O ômega sempre foi muito sensível, e por isso sentia um certo amargor tomar conta de si, ele foi até a cozinha beber água, precisava se acalmar. Novamente a porta da casa foi destrancada e aberta, Lucca correu até lá na esperança de ver seu irmão, mas a única pessoa que viu, foi Oliver. Entrando de forma cuidadosa, e ao colocar os olhos em Lucca, franziu suas sobrancelhas douradas. Vendo o ômega tão abalado. O alfa estava dormindo, mas seu lobo simplesmente começou a ficar descontrolado, uivando e implorando por Lucca, o alfa tentou acalmar seu lobo, mas o mesmo ameaçou tomar o controle e por isso Oliver estava ali. O alfa esteve inquieto durante todo o dia, e o isso não ousou estar longe de Lucca. — O que foi Tomatinho? — Oliver perguntou e logo o seu corpo foi agarrado por Lucca e o ômega, enfiava a cabeça no seu peito, e deixou o choro romper sua garganta. (>assassino aqui dentro! Erick se encolheu na cadeira, Alex bufou revoltado, e Lucca revirou os olhos. — Sério? — Lucca perguntou. — Sim! Vocês podem apoiar esse monstro, mas ninguém é obrigado a conviver com ele! — A ômega falou. — Concordou com você! Ninguém é obrigado a conviver com ele... — Lucca falou e Erick o olhou, de um jeito estranho, machucado pelas palavras de Lucca e já imaginando que o Bennet se virou contra ele. — Existe uma porta ali. — Lucca apontou. — Quem não quiser ficar aqui, é só sair! — Ele que vai sair! — Madison apontou para Erick. — Vai? — Lucca perguntou rindo, cruzou os braços e a olhou bem nos olhos. — Vai! — E quem vai tirar? — Lucca perguntou. — Você? — Está se achando não é, Bennet? Seu alfa não está aqui para te proteger. — Mary falou se aproximando de Lucca. O Bennet riu, voltando a olhar as duas. — Madison, eu quero muito ver você colocar as mãos nele... — Lucca falou. — Por favor, faça isso! Imagino que daqui a pouco o papai e a mamãe, liguem perguntando o porquê de ter chegado uma intimação em casa, já que a filhinha deles é menor de idade, e foi denunciada por bullying, perseguição, e agressão verbal. — Lucca olhou suas unhas e depois voltou a encarar Madison, se levantando e deixando suas mãos apoiadas na mesa, curvando seu corpo e assim ficando frente a frente com a garota. — Vamos lá, Madison, coloque suas mãos nele, afinal estamos apenas no início do processo, ainda dá tempo de você colecionar novas denúncias. — D—do que você está falando? — Madson perguntou. — Estou falando, que Erick está entrando com um processo contra TODOS, que estão o perseguindo. — Lucca falou e todos da sala ficaram em silêncio. — Vamos, me mostra a quão corajosa você é, e coloque suas patas imundas nele, quero ver sua coragem! O celular da ômega começou a tocar, mas a menina não desviava seus olhos do moreno, que sorria para ela. Lucca olhou as horas no relógio, pendurado na parede. — Oh, o papai e mamãe estão querendo, falar com a filha exemplar! — Lucca falou sorrindo. — Vai Madison, atende eles, deve ser muito importante! Madison olhou Erick e depois Lucca, levando sua mão até o telefone no bolso de trás da calça, e vendo o nome *Mãe*, brilhar na tela. — Atende Madison! — Lucca falou. Madison levou o celular até a orelha e Saiu da sala, Lucca olhou Mary. — Não fica com inveja... Daqui a pouco a sua e de todos chegam em casa. — Lucca voltou a se sentar. — E aí? Quem vai tirar ele da sala? Nesse momento Lohan entrou na sala carregando sua pasta e mantendo a feição fechada. — Não me interessa qual é o problema da vez! Sente-se, e prestam atenção na aula! — Lohan falou sério. — Sim senhor! — A voz em coro soou. — Erick, venha até aqui! — Lohan chamou e Erick foi até o ruivo. — Erick teve a melhor nota da escola em Artes, e em outras matérias! Sabem o por quê? Todos negaram. — Porquê ele preocupa com a vida dele, e não com o que o outro faz ou deixa de fazer! Erick sempre foi um ótimo aluno e continua sendo, ele cuida da sua própria vida e dos seus estudos! Parabéns Erick! Lucca sorriu para o amigo, Erick estava envergonhado mais orgulhoso, Alex chegou até a bater palmas para o amigo. Erick voltou a se sentar, Madison voltou para a sala, com os olhos vermelhos e com a cara fechada. Se sentando e logo Lohan voltou a falar. — Madison, Yuri, Mary e d**k! Vocês têm a pior nota da escola, em todas as matérias! — Lohan falou sério, e Madison arregalou os olhos. — Isso é em razão, de vocês terem ficado perseguindo alguém, ao invés de cuidarem dos seus estudos. Parabéns! Uma salva de palma para vocês! Lohan começou a bater palmas, e logo todos acompanharam. — Parabéns por estarem jogando o dinheiro dos seus pais no lixo! — Lohan falou mais alto, e Lucca estranhou em como ele parecia mais nervoso que o normal. — E você Madison, espero que esteja feliz com o fato dos nossos pais, estarem com mais problemas do que já tem! Eles eram irmãos? — Isso está ficando cada vez melhor! — Lucca disse rindo. — Você não viu nada! — Alex falou. — Vocês três, prestem atenção! — Lohan falou, e o trio de ômegas pararam de rir. Prestando atenção na aula e rindo, dos olhares raivosos e desesperados dos alunos, que temiam receberem algo da justiça pela perseguição contra Erick. Ao fim da aula, o trio se preparava para sair, foi quando suas garotas se aproximaram da mesa, ambas com olhares baixos e pareciam um tanto desesperadas. — A gente pode falar com você? — A menina de cabelos castanhos perguntou, a Erick. — Claro! Podem falar. — As meninas olharam Lucca e Alex. — Sozinho... — A menina loira falou. — Não! Ou falam, ou vão embora! — Alex falou e ambas suspiraram. — A gente queria te pedir desculpas, por toda a perseguição... — A menina de cabelos castanhos falou. — A gente agiu errado com você. — É sério, desculpa a gente. — A menina de cabelos loiros disse. — Ah... Claro, desculpo sim! — Erick falou e as meninas sorriram. — Só que a ordem judicial já está a caminho, mas que bom que se arrependeram! — Lucca falou segurando a mão de Erick e o arrastando agora fora, os três rindo, e logo os cochichos foram se espalhando pela escola, e Erick começou a ser parado, para receber pedidos de desculpas. O diretor chamou Erick, e Lucca sabia que era pelo fato de a escola ter recebido a intimação por negligência. Mas antes de Erick dar um passo junto ao diretor, Martha e Elaine surgiram da porta, ambas de ternos pretos, cabelos presos em coques, e rostos com uma feição séria. Os outros amigos chegaram até o trio, Oliver passou a mão pela cintura de Lucca e esperou a mãe e a sogra se aproximarem. — Meus bebês! — Martha disse sorrindo. — Meus filhotinhos! — Elaine disse dando um beijo na testa do genro, e do filho, igual Martha. — Mamãe, o que faz aqui? — Lucca perguntou. — Ah, como advogada do Erick, vim pessoalmente entregar algumas coisas do processo para o diretor e outros envolvidos. — E como sou a responsável legal, vim garantir que a conversa seja feita de forma certa, sem que ele seja coagido! — Martha disse, todos prestando atenção neles, e Lucca sorriu, dando um beijo no rosto do amigo. — Bom... Eu vou deixar vocês, pois eu tenho treino! — Oliver falou. — E meu ômega, tem que ir me assistir. — O loiro falou. — Até em casa mamãe, sogra... — Lucca disse recebendo um beijo na testa de cada uma das mulheres. — Ah, eles vão almoçar comigo hoje. — Claro, filhote! Não estarei em casa, mas se comportem! — Elaine falou. Martha estendeu a mão para Erick, o ômega pegou a amo da ruiva que o olhava de forma carinhosa. — Vamos, lá meu amor? — Martha falou e assim Erick foi, junto as duas mulheres. Logo as pessoas foram se dispersando, mas os cochichos não paravam e Lucca ria do desespero, dos demais. Eles estavam se arrependendo! E Lucca gostou disso.
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