CAPÍTULO 01

1665 Palavras
NÃO DEIXEM DE COMENTAR E DEIXAR A OPINÃO DE VOCÊS CAPÍTULO 01 CHARLOTTE BECKER Abro a porta da minha casa ainda em êxtase pelo encontro de mais cedo com o rei. Deus, quem diria, eu, uma moça que mora na parte mais afastada e classe baixa da cidade, conversando com Sua Majestade. Com certeza se eu contar isso, ninguém vai acreditar, afinal, sou só uma plebeia. — Filha, que bom que chegou, estava preocupada com você.— dona Alma me ajuda a tirar meu casaco. — Como o Armin está?— minha mãe faz uma careta. — Deitado e dormindo, todos os dias eu peço a Deus que nos ajude nessa caminhada.— me jogo no sofá velhinho de nossa casa. — O doutor Akgel, ligou, disse que precisamos leva-lo para mais uma consulta amanhã, para ver como está paralisia. Meu irmão, a um ano, sofreu um acidente ao ser atropelado por um carro que nunca soubemos quem era o motorista, a consequência foi a paralisia da cintura para baixo. O doutor Akgel era amigo do nosso pai, que morreu vítima de um cancêr no figado. Akgel faz as consultas da nossa família, de forma gratuita, ele nos deus esperanças para que Armin volte a andar novamente, porém, ele deve fazer uma cirurgia que não podemos custear e uma sessão de fisioterapias, mas o valor é alto demais e mesmo trabalhando dia e noite sem parar, fazendo horas extras, ficando sem comer, minha mãe e eu alternando entre quem fica com ele e quem vai trabalhar, não chega nem perto da metade, e o doutor nos alertou sobre a demora da cirurgia que pode dificultar a recuperação dele e talvez fazê-lo nunca mais voltar a andar. É duro imaginar isso, Armin tem quinze anos, um jovem que tem muito o que fazer na vida e acabar assim por culpa de um irresponsável que ultrapassou o sinal vermelho em uma faixa de pedestre, é uma droga. — Tudo bem, mas eu vou precisar que você leve ele ao hospital amanhã.— ela me olha confusa. — Claro, mas porque? — Eu sei que vai parecer uma loucura, mas ontem a Ashiley, a moça que geralmente me arruma b***s, além do meu emprego de recepcionista na EBRAS FARMACEUTICA. Eu quebrei algumas taças ao tropeçar e ela me mandou embora, eu estava sentada chorando em um canto e do nada, quem eu avisto? O rei, ele veio até mim para falar comigo.— ela arregala seus olhos azuis como os meus. — o que?....está falando sério? — Muito sério, ele me ofereceu um emprego no Palácio e pediu que eu fosse lá amanhã que o mesmo ira me receber. — Uau! Eu estou surpresa, quer dizer, o próprio rei além de lhe oferecer emprego, vai recebe-la em seu Palácio.— minha mãe se senta.— Querida, só tome cuidado. — Por que diz isso? — É estranho demais, alguém como Sua Majestade fazer algo desse tipo por pura gentiliza. Infelizmente devemos suspeitar demais quando o que nós propõe é bom demais, ainda mais vindo de alguém tão poderoso.— solto uma risada fraca. — Acha mesmo que alguém como ele iria querer algo comigo? Por favor mamãe, olhe pra mim, sou pobre, não sou magra e ainda por cima sou manca. Acho que o rei deve ter opções melhores.— ela me olha de cara feia. — Lotte, eu já disse para parar de se menosprezar, você é linda, aquele seu ex que era um i*****l. — Não diga isso somente para me agradar, e não toque mais nesse cara aqui, Henry é passado.— Henry causou muito mais que feridas físicas. — Charlotte. — Olha mãe, precisamos descansar, ambas temos que acordar cedo, boa noite.— beijo sua testa e sem deixar que ela diga mais alguma coisa, vou para o meu quarto. Contos de fada não existe, muito menos para mim, que está longe de ter um perfil para ser uma princesa ou algo do tipo, sonhos só nos fazem perder tempo. Nossas realidades são muito diferentes do que imaginamos e no momento, não tenho tempo para isso. Henry tinha razão, mulheres como eu nunca terão um final feliz. **** Observo o Palácio de longe, sempre quando olho para ele, fico chocada com o tamanho dele, é enorme, deve cobrir um quarteirão inteiro Copenhagen é conhecida como a cidade real da Dinamarca, grandes eventos da realeza ocorrem aqui, nossa cidade também é conhecida por ser uma das mais seguras e caras no mundo, vista como uma das cinquenta cidades europeias do futuro. Claro que a parte de ser cara é mais para turistas e para quem gosta de viver no luxo, tem a parte onde vive pessoas como eu. O bom de morar aqui é que é fácil conseguir emprego, tanto que além do que eu tinha como recepcionista, também fazia b***s. O dinheiro, se não fosse o problema do meu irmão, daria para garanti um vida sem problemas de comida e moradia, mas não faria isso ao Armin, ele não merece viver em uma cadeira de rodas quando se á esperanças para que ele volte a andar, os sacrifícios que eu e minha mãe estamos fazendo agora, vão valer a pena, porém, ainda não é o suficiente, a cirurgia e as fisioterapias, as diárias no hospital após a cirurgia. Tudo isso custa muito caro. Mas acredito que agora nossas chances vão aumentar, antes de vir aqui, fui ao meu emprego atual e pedi demissão, me liberaram para ver o emprego hoje quando souberam que é no Palácio, ainda não sei o que farei lá, mas pelo que sei, os empregados ganham muito mais do que eu ganhava no meu antigo emprego, mais os b***s que fazia, tudo junto, não soma um salário de uma simples empregada real. Tínhamos dinheiro guardado, entretanto, quando meu pai ficou doente, usamos até o último centavo para custear o tratamento dele, que infelizmente não deu certo, foram meses lutando para que ele vivesse, mas não adiantou. — O que a senhorita deseja? Não pode passar.— um dos guardas reais me barra. — Ah, eu vim para uma vaga de emprego que o rei me prometeu no Palácio, podem falar com ele, me chamo Charlotte Becker.— eles riem, — Tá bom, vai embora maquinha, antes que chamemos a policia. Manquinha?! — Ei, eu tenho nome, e o rei disse para que eu... — Olha só, se fosse ao menos gostosa, poderiamos deduzir o tipo de serviço que ele deve ter te oferecido, mas além de manca, está a cima do peso, totalmente fora dos padrões que ele gosta, agora vai embora.— os infelizes riem. — Por favor, eu realmente estou falando a verdade, ao menos podem pergunta diretamente a ele. O Claus disse que ia avisa a guarda que... — Isso é um ultraje, o chamando pelo primeiro nome, Antonio, leve essa mulher para o mais longe possível.— me assusto quando um deles se próxima de mim, fazendo tropeça em meus pés e cair. — Não me toque.— tento me levantar, mas acho que torci o pé onde eu já tinha um problema. Só o que me faltava. — Levanta logo, manquinha!— me puxam pelo braço e eu grito de dor quando meu pé entra em atrito com o chão do asfalto. — Parem agora!— ambos olhamos para a mesma direção e vejo os guardas arregalarem os olhos ao ver de quem se trata. — Vossa Majestade, nos perdoe, mas essa mulher o insultou o chamando pelo primeiro nome e disse que a Sua Majestade a chamou para trabalhar aqui.— Claus se aproxima me ajudando a levantar, gemo com a dor no pé. — Está bem? Te machucaram?— olhos castanhos claros e preocupados me encaram. — Acho que machuquei o pé.— Claus volta a olhar para eles. — Eu a mandei vir aqui e estava vindo justamente aqui para avisar vocês sobre a chegada dela, porém, mesmo se não fosse esse o caso, não lhes dá o direito de tratar ninguém assim, eu vi o que fizeram e quero os dois fora da minha guarda real e o mais longe possível do meu Palácio, não quero pessoas assim tomando conta da minha segurança e da minha família. — Vossa Majestade, não faça isso, eles não sabiam.— ele me olha surpreso. — Vai defender eles depois do que fizeram? — Eles não sabiam de nada e só estavam protegendo o Palácio de invasores, deixa isso pra lá. Com certeza devem ter famílias para sustentar e eu não quero causar problemas a ninguém.— ele prece relutar várias vezes antes de falar. — Depois quero vocês no meu escritório e saibam que se não vão ser demitidos, foi graças a ela.— sem dizer mais nada, ele me ajuda a caminhar para dentro da propriedade. — Acho melhor eu ir pra casa. — Está louca? Minha guarda a machucou sem motivo algum, devo lhe ajudar, fora que você veio para o emprego, então nada mais justo.— me surpreendo quando ele me pega no colo com uma facilidade absurda. — Não precisa... — Só fique quieta e deixe-me ajuda-la. Penso em dizer algo, mas opto por me calar por agora, olho para ele enquanto caminha comigo em seus braço e imagino o quão maluca as mulheres devem ficar na presença dele, além de um rei exemplar, ele é lindo, olhos castanhos claros, pele branca com leves bronzeados, cabelo castanho escuro penteado para trás, uma barba rala, queixo quadro, braços forte e definidos, peitoral largo e com certeza malhado. A roupa que veste deixa bem destacado tudo isso, blusa branca enrolada até os cotovelos, os três primeiros botões abertos e uma calça social que molda suas pernas. Mas sinceramente, eu não deveria pensar nisso e sim, o que vai acontecer comigo que estou o pé mais fodido do que já estava e com um rei me carregando nos braços. Porra, só faço merda!
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