Lorena Com uma sensação de alívio por não precisar enfrentar a longa viagem até outro estado, me coloco ao volante e sigo as instruções de Marcel, dirigindo até o outro lado da cidade para pegar as armas. O lugar para onde estou indo parece desolado e sombrio, uma fábrica abandonada ou algo semelhante. Homens de expressões sérias e impenetráveis me observam enquanto as armas são transferidas para o carro. Não trocamos uma palavra sequer, nem mesmo uma troca de olhares, e a presença constante de Marcel ao telefone só aumenta minha sensação de inquietação. Assim que tudo está no lugar, volto para o carro e sigo as instruções de Marcel para chegar ao local onde ele está me esperando. Cada quilometro percorrido parece uma eternidade, e a sensação de estar sendo observada não me deixa.

