Lorena Meu corpo ainda tremia incontrolavelmente quando Marcel estacionou o carro em frente de casa. Permanecia encolhida em mim mesma, abraçando meu próprio corpo como se fosse um escudo contra o terror que ainda ecoava em minha mente. Meus olhos perdidos no vazio, revivendo repetidamente os eventos horríveis que acabara de presenciar. Não percebi quando Marcel desceu do carro e contornou até meu lado. Foi apenas quando abriu a porta para mim que despertei do meu torpor. Lentamente, ergui meu olhar para encontrar o dele, vendo a preocupação e o cuidado refletidos em seus olhos. Sem dizer uma palavra, permiti que Marcel me guiasse para fora do carro. Senti sua mão firme em meu braço, oferecendo um apoio silencioso que tanto precisava naquele momento. Cada passo era um esforço, mas com

