Rodolfo chegou em casa no final da tarde, os ombros levemente curvados pelo cansaço acumulado, mas com o coração mais leve desde a noite anterior. Ainda havia uma confusão dentro dele, mas quando atravessou a porta e ouviu os passos apressados de Yasmin, tudo pareceu silenciar. A menina correu em sua direção com os bracinhos abertos, tropeçando nos próprios pés enquanto emitia sons desconexos que tentavam, aos poucos, se transformar em palavras. — “Pa… pa…” — balbuciou ela, com os olhos brilhando e o sorriso mais sincero que alguém poderia oferecer. Rodolfo ficou estático por um segundo. O coração deu um salto no peito e ele sentiu um nó na garganta. Em seguida, se agachou rápido, abrindo os braços para receber a filha no colo. Ela se jogou contra ele com a confiança de quem conhece o pr

