Rodolfo estacionou o carro na garagem e, ao desligar o motor, soltou um longo suspiro. A casa estava em silêncio, mas ele sabia que era apenas uma ilusão momentânea. Desceu do carro, abriu a porta com cuidado e foi direto para o quarto de Yasmin. Queria vê-la antes de qualquer coisa. Ela era sua âncora em meio ao caos que a vida conjugal havia se tornado. Encontrou a menina brincando com um chocalho. Ele se aproximou do berço, com um sorriso largo, o tipo de sorriso que fazia qualquer coração endurecido amolecer. — Papa — a menina disse, engatinhando para os braços dele, assim que se aproximou. Ele a ergueu no colo com carinho, beijando sua bochecha e afagando os cabelos dela. — Estava com saudade, pequena. — Papa. — fala mais uma vez, inclinando o brinquedo na direção dele. — Que li

