capítulo 144

1150 Palavras

📓 NARRADO POR REINALDO (REY) Desci as escadas cuspindo fogo, cada passo ecoando no corredor silencioso da casa. Cheguei na porta da Dona Inês e bati como se fosse cobrança de dívida três socos secos, que fizeram a madeira tremer. Do outro lado, demorou só um pouco até a luz acender e a voz dela sair, rouca de sono: — “O que foi? Que aconteceu, menino?” A porta abriu devagar, e lá estava ela, de camisola, cabelo desgrenhado e os olhos apertados pela claridade da lâmpada. — “A menina Lívia passou m*l?” — ela perguntou assustada, levando a mão ao peito. Revirei os olhos, nervoso, a corrente batendo no meu peito enquanto eu bufava. — “Quem vai passar m*l sou eu, Dona Inês…” — soltei entre dentes. Ela me olhou desconfiada, franzindo a testa. — “Mas o que foi então? Tu apareceu aqui ess

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