capítulo 130

1678 Palavras

📓 NARRADO POR REINALDO (REY) O sol já tinha passado do meio quando cheguei no QG. O calor batia forte no concreto, mas dentro de mim era só frio de guerra. Subi as escadas devagar, cada passo ecoando como um aviso. O portão de ferro arranhou quando empurrei, e o barulho bastou pra calar a maioria dos moleques. Na sala principal, o ar tava carregado de fumaça, o som de rap estourado saindo de uma caixa velha. Dois moleques se endireitaram na hora, escondendo as paradas que tavam enrolando. Eu não precisei falar nada, só o olhar bastou pra eles saírem com o r**o entre as pernas. No canto, Pardal tava largado numa cadeira de plástico, camisa aberta, cicatriz nova na perna. Quando me viu, se levantou rápido, apagando o cigarro na sola do tênis. O jeito moleque tinha sumido. Ele sabia que o

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