capítulo 136

1068 Palavras

📓 NARRADO POR REINALDO (REY) O Cruzeiro respirava diferente na véspera de baile. O barulho que subia da favela não era só de funk estourado nas caixas dos moleques era o corre acelerado, cada canto se ajeitando como engrenagem. Do QG, dava pra ver a correria. Vapores passando de um lado pro outro, levando engradado, subindo fio de luz, montando barracão. O morro tava no ritmo que eu mandei: organizado, atento, vivo. Dois dos moleques entraram na sala, suor escorrendo no rosto, mas sem ousar largar o sorriso de nervoso. — “Chefe… tá tudo pronto. Barracão tá armado, caixa de som regulada, luz passada no fio grosso. Bebida já tá no isopor, gelo no ponto.” Cruzei os braços, deixando o peso da corrente bater no peito. — “E a segurança?” — soltei seco. moleque respirou fundo antes de res

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