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1541 Palavras
Tiros foram disparados em minha direção e tive que me abaixar na pequena muralha e respirar fundo. Ainda abaixada engatinhei até uma das pontas e puxei o pé do cara que tentava vir em minha direção, fazendo ele cair e bater com a cabeça, rapidamente peguei em sua cabeça e bati 5 vezes no chão, fazendo ele perder a consciência, pego na arma dele e começo a atirar de volta nos outros homens enquanto corro em direção a saída da pousada, mas antes que eu consiga isso, tenho que bater e atirar em alguns caras pelo caminho, um deles me derruba e dá um soco, em troca eu chuto os países baixos dele e depois a cara. Corro para a saída com os caras vindo atrás de mim e em um beco consigo despistar eles, sobressaindo em outra rua e caminhando o mais normal possível, o que era difícil por conta das vezes que eu fui golpeada. Em meio a multidão, um dos caras me viu e começou a vir até mim. Tive que acelerar o passo e então um carro preto para na minha frente e a porta se abre. – quer ajuda Kate?_ um cara de terno que estava no carro, junto de alguns capangas me pergunta com um sorriso de canto. Eu olho para ele e depois para trás, vendo os homens que me perseguiam vindo logo atrás, mas ainda com um pé atrás entre subir no sedã ou sair correndo pelo meio da estrada. – olha que eles estão chegando_ ele aponta para trás de mim e então eu subo no carro, que sem demora arranca cantando pneu_ óptima escolha_ fala em sua pose sofisticada e me analisando. – quem é você? E como sabe quem sou eu?_ pergunto segurando a glock em minhas mãos. – fica calma, eu posso ser um aliado_ sorriu de canto. – quem é você?_ repito. – Max Weinel, e você, Katherine Collins, esposa do capô da rolletio, não é? – como você me conhece?_ pergunto desconfiada. – todo mundo na Itália sabe quem você é madame, só estou admirado de encontrá-la aqui. – está bem, pode me deixar aqui_ falo apontando para a rua próxima a um ponto de ônibus. – o que foi? Está com medo que eu vá te atacar?_ pergunta animado. – não, eu só quero que você me deixe aqui_ falo séria e ele olha para um de seus homens, para de seguida o carro parar e a porta ser aberta_ obrigada pela ajuda_ falo descendo com minha mochila nas costas, mas inusitadamente ele desce junto. – eu sei o que você está fazendo e pode acreditar, eu posso te ajudar_ ele fala vindo atrás de mim. – pode me ajudar?_ me viro para olhar para ele. Ele é mais alto por isso tenho que levantar o meu rosto pra encarar seu_ o que você acha que sabe?_ pergunto indignada. – eu conheço seu tio, ele pediu pra eu te ajudar, e tomar conta de você, acho que ele não confia muito nas suas capacidades e tinha razão_ colocou as mãos no bolso e sorriu. – está de brincadeira com a minha cara?_ pergunto com a sobrancelha arqueada. – ah qual é Kate, não seja tão careta, o Dani só quer o seu bem_ deu de ombros. – tinha que ser o i****a do Dani_ murmuro. – me fale, onde você vai a seguir? Itália? Eu posso te levar para lá no meu jato_ propõe. – eu não preciso da sua ajuda, sei me virar_ falo me virando para ir embora. – vamos lá mocinha, não precisa ser tão durona, eu não vou extrapolar seus limites e nem farei nada, não quero que seu esposo me mate, só quero cumprir um favor que devo ao Dani_ fala calmamente_ eu garanto que Kalil não terá que se preocupar_ levanta os braços em rendição. – eu estou pouco me importando com seu acordo ou seja lá o que for com o Daniel_ falo séria e continuo meu caminho. – ele também me falou que você e o Kalil não estão se entendendo_ fala para que eu possa escutar_ sendo assim eu presumo que você não queira vê-lo tão já, mas lhe garanto que se você for pra lá de um vôo comercial, seu esposo te encontra em meio segundo depois de pousar no território italiano_ acrescenta_ se aceitar minha ajuda, terá meus homens a sua disposição, um lugar para ficar e claro, meios para conseguir o apartamento você procura_ argumentou. – me dê uma razão para confiar em você_ me sento no bando para esperar o ônibus. Ele se aproxima e se senta no banco do meu lado_ essa aqui é minha filha, a Bellange_ ele mostra para mim uma foto em que ele está com uma garotinha de cabelos castanhos, com um sorriso enorme mesmo tendo falta de vários dentes, ela tinha uma boneca nas mãos e seus olhinhos brilhavam_ a mãe dela foi morta na frente dela, ela é a única coisa que me restou de minha esposa e tudo o que eu tenho de mais valioso na vida_ suspirou_ todos achavam que você morreu junto de seu filho, mas pelos vistos você está bem viva, e eu acredito que você só quer se vingar da pessoa que fez você perder seu bebê, assim como eu quero me vingar de quem matou minha esposa_ ele pegou seu celular de minhas mãos_ sua garantia de que eu não vou te machucar, é a promessa que eu fiz para minha filha, eu prometi não machucar pessoas inocentes e vou cumprir com tal promessa_ ser levantou_ você não precisa confiar em mim, só aceitar a ajuda que seu tio me pediu para eu dar, simples assim. – eu preciso fazer uma ligação_ peguei meu celular e procurei pelo número de Daniel, o discando em seguida. Daniel: Kate, é você mesma?_ pergunta assim que atende. Eu: sim, sou eu. Daniel: graças a Deus você está viva. Eu: sei que você não botava fé, mas eu sei me cuidar, não preciso que você peça para cuidarem de mim. Daniel: sei o quão teimosa é, mas o Max pode ajudar você e te fornecer meios de se proteger, os caras do cobra estavam atrás de você por isso eu pedi para ele te ajudar, só... Não seja teimosa Kate_ ele pede. Eu: ok, está bem_ desligo a chamada e volto minha atenção para o homem. – e então?_ ele pergunta calmamente. – bora viajar_ falo convicta e um sorriso de canto surge no rosto do mesmo. – a senhorita é quem manda_ assentiu e saímos em direção ao carro. Seguimos para um aeroporto particular onde já tinha um jato nos esperando, embarcamos e logo já estávamos no ar. Na cabine onde me acomodei, pude me lavar e me trocar, ao olhar para a janela me lembrei da minha primeira experiência em um jato, que se bem me lembro não foi das melhores, eu fui amordaçada, trancada e sequestrada, solto um suspiro e sigo para fora da cabine, o que me lembra a bela abajurada que eu dei no Zayn enquanto tentava vazar de um jato em pleno ar. *No que será que eu estava pensando? Que era a super girl e podia voar?* Pensei enquanto caminhava até a cabine principal e me sentava na outra poltrona do lado oposto ao que Max estava. – está se sentindo melhor?_ ele pergunta. – não tanto_ falo despreocupada, mas sem o encarar_ porquê você devia um favor para o Dani?_ pergunto curiosa. – foi ele quem me ajudou a salvar minha filha, por isso eu devia um favor enorme para ele. – e você realmente pretende levar uma estranha até sua casa? Pra perto de sua filha? – eu estou te dando um voto de confiança, mas sei que vou garantir a proteção e segurança de minha filha, caso você tente alguma coisa, eu deixarei de lado o respeito por Mail e inclusive a promessa que fiz para seu tio, então vou acabar com sua vida_ seu rosto estava sereno, mas sua voz tinha todo o peso de sua ameaça, e não o julgo, afinal, eu estou fazendo tudo isso para proteger meus filhos de todo e qualquer m*l que ameace sua segurança. – tudo bem, não esperava menos do que isso_ dou de ombros e seguro uma revista que tinha ali para então ficar minha atenção nela. – eu sinto muito pela sua perda_ ele fala chamando minha atenção depois de 10 minutos de silêncio. – como assim?_ o encaro confusa. – você perdeu seus filhos, eu não imagino como você tenha se sentido_ argumenta. – eu não falo muito sobre isso, mas obrigada_ fecho a revista e foco minha atenção na janela. – você está preparada para ver seu esposo?_ ele analisa minuciosamente minha expressão neutra. – não se preocupe_ dou de ombros e então passamos o resto da viagem trocando informações e traçando meus planos de ação, para depois de incansáveis horas de vôo, algumas horas dormindo e um momento infindável de suspiros e viagem de carro breve, chegarmos a mansão e sermos recebidos por seus homens armados e dentro da mansão, por sua filha que corria alegre até os braços do pai.
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