Voltei para o quarto na pousada e lá arrumei meu laptop de volta na mochila, escondi a mochila no duto de ar e depois de colocar minhas luvas e colocar meu capuz, sai em direção ao local que Diego me mostrou.
Realmente foi fácil de achar, as indicações estavam corretas e na entrada eu já vi dois homens enormes parados com cara de poucos amigos
– o que quer aqui?_ um deles perguntou em português, mas eu fingi não ter entendido
– o que?_ perguntei em inglês
– o que você quer aqui? Estamos fechados_ o outro falou em inglês
– eu preciso beber, eles me disseram que aqui eu acharia bebida_ falei meu manhosa
– nós estamos fechados, volte de noite_ insistiu o segundo homem
– o que está acontecendo aqui?_ um homem abriu a porta do local e me encarou
– nós******** turística que estamos fechados_ o primeiro guarda respondeu
– não sejam ******* com ela_ o último homem falou sorrindo igual um pervertido e ali eu vi a minha chance_ desculpa a indelicadeza dos meus homens, senhorita..._ se aproximou falando em inglês e estendendo sua mão
– Denise_ sorri apertando a mão do mesmo _ eu só queria uma bebida para espairecer, mas parece que não será dessa vez_ dei de ombros
– venha beber um copo, por minha conta_ apontou para dentro do local
– muito obrigada, eu não posso recusar, preciso mesmo de uma bebi_ sorri adentrando o local logo atrás deles, mesmo com o olhar perfurante dos guardas
Dentro do lugar, ele era cheio de luzes néon e postes de poli dance, tinha um palco enorme e mais alguns pequenos em frente a cada amontoado de cadeiras, provavelmente é o lugar onde as garotas fazem as "dancinhas" particulares, tinha um bar do outro lado e atrás do balcão no bar, tinham um monte de bebidas, e era para lá que ele estava se dirigindo
– qual bebida você vai querer?_ me perguntou
– uma cerveja está de bom tamanho_ falei me aproximando do bar
– aqui está_ colocou sob o balcão uma garrafa de Skol
– você não me disse seu nome_ observei me sentando
– Victor, muito prazer_ piscou para mim
– então, Victor, você é o dono desse lugar?_ perguntei curiosa
– não, ele pertence ao meu pai, mas eu é quem tenho que vir e resolver as coisas por ele_ deu de ombros
– falando assim não parece ser uma coisa legal_ falei sugestiva
– as vezes é_ sorriu tomando um gole de sua vodca pura_ mas e você, o que te traz por aqui?_ focou toda atenção em mim
– algumas dúvidas do passado, nada muito escaldante_ sorri animada_ eu procuro um homem, talvez você o conheça, o chamam de cobra_ o analisei, vendo ele arregalar os olhos mas logo disfarçar sua surpresa
– eu nunca ouvi falar dele, não sei quem é, e creio que já esteja na hora de eu ir e você também_ se levantou
– nossa, fica calmo, ainda nem começamos a beber_ sorri de canto
– eu estou falando sério, você precisa ir_ falou tentando pegar alguma coisa por baixo do balcão mas eu fui mais rápida e enfiei uma faca na mão que estava por cima do balcão o fazendo soltar um grito enquanto tentava retirar a faca de sua mão_ SUA VACA_ gritou enquanto eu pulava o balcão, retirava a faca de sua mão e a prensava próxima ao pescoço dele o usando de escudo para os dois homens que acabavam de entrar
– ficam longe ou eu corto a garganta dele_ falei apertando ele próximo ao meu corpo
– não atirem, não atirem_ o mariquinha ficava falando com a mão boa levantada enquanto a que eu havia cortado estava próxima a seu corpo
– me fala onde seu papai está, ou você morre_ falei para o babaca que gritava assustado
– vai se ferrar sua vagabunda_ falou entre dentes e eu ousei cortar um pouco sua orelha para que ele entendesse que eu não estava brincando_ p***a_ falou tentando pegar onde eu havia cortado mas foi em vão pois meu braço em seu pescoço aportou ainda mais
– fala agora_ minha voz saiu calma mas eu não estava sendo gentil
Ele ia dizer alguma coisa mas a porta sendo escancarada e 5 homens entrando junto com o meu alvo, acabaram tomando toda a minha atenção
– o que está se passando aqui?_ o velho perguntou olhando confuso para toda a situação_ quem é você?_ me olhou retirando sua arma e a destravando
– fale comigo em inglês_ falei sem nem me esforçar para falar o mínimo de português que eu sabia
– quem é você?_ ele perguntou começando a falar inglês
– não importa, importa as respostas que você irá me dar_ sorri e passei a faca pelo rosto de Victor_ ou seu filho precioso morre_ ameacei
– eu não me importo com ele_ ele falou soltando um sorriso despreocupado
– então ok_ afastei a faca como se fosse dar o golpe final, minhas mãos tremiam pois caso meu blefe não desse certo, eles poderiam perceber que eu não estava com coragem para continuar machucando o filho desse homem, enquanto eu estava aqui pra proteger os meus, e eu teria que no final matar alguém pra conseguir extrair algo do Cobra pois na verdade eu não vou desistir tão fácil.
Aproximei a faca rapidamente do pescoço dele mas antes que eu sequer chegasse perto, o traficante me parou_ está bem, está bem, que merda_ falou irritado_ solta ele e eu respondo o que você quiser_ propôs, mas minha cabeça automaticamente balançou para os lados negando
– ele é minha garantia_ sorri de canto
– ele está sangrando_ apontou o óbvio mas eu fui firme em minha decisão
– quanto mais rápido você responder às minhas perguntas, mais rápido vocês poderão cuidar do gatinho_ pontuei e ele assentiu_ agora manda seus homens saírem daqui_ apontei com a cabeça para os 7 caras armados que estavam apontando para mim, esperando qualquer distração para atirar
– saiam_ falou para o grupo que prontamente acatou as suas ordens_ pronto_ me olhou
– quem queria a Franciele Houler na Itália?_ perguntei sem rodeios
– ah, então você é a famosa filhinha dela nem_ pontuou elucidado
– responde a minha pergunta droga_ falei irritada
– eu não sei, porque você está perguntando para mim?_ se fez de sonso arrancando minha fúria
Com o cabo da faca, dei um nocaute no filho dele, que caiu desacordado e então me aproximei dele e ele me deu a droga de um tiro no braço, acionando seus homens no exterior, os fazendo entrar no local, mas eu já estava com ele como escudo
– que droga de pessoa só tem uma bala na arma?_ debochei com a faca cravando no braço do mesmo
– agradeça que estou velho sua i*****l_ ele falou irritada e depois gritou alguma coisa que eu não entendi para seus homens e eles destravaram suas armas
" Eu vou morrer assim tão fácil? Não, tenho um objetivo a cumprir"_ pensei olhando aqueles homens mirando suas armas para mim
Em um movimento rápido, retirei a faca que cravei em seu braço e dei uma facada em sua perna, de seguida em sua barriga, mas tendo plena ciência de que não atingi nenhum órgão, para que ele pudesse continuar vivo e me responder, mas não evitando que ele agonizasse de dor
– sua pu**_ berrou dorido
– a próxima facada será no seu coração_ falei me afastando com o homem até perto do balcão
Não sei explicar com exatidão o que aconteceu nos minutos que se seguiram, mas a imagem final daquele lugar, era sangue para praticamente todos os lados, dois dos 7 guarda-costas estavam agonizando de dor enquanto os corpos dos restantes estavam estirados no chão, já no meu caso eu tinha o braço latejando de dor. Segui até a parte de cima da boate, que foi onde o velho subiu praticamente correndo, com cautela procurei por ele, e assim que abri uma das portas o cara atirou contra a porta
– eu estou tentando ser gentil Cobra_ falei com a arma de um dos guardas já carregada
– vai a mer**_ retrucou me fazendo revirar os olhos
– nossa, quanta maturidade da sua parte_ debochei_ eu só quero respostas, nada demais_ falei calma_ já agora, você viu que eu não matei seus homens nem, eles acabaram atingindo uns nos outros_ me justifiquei
– vai se ferrar, eu quero mesmo é que você morra_ gritou dando tiros assim que eu ousei espreitar
– está me desejando a morte só porque eu fiz uma pergunta? Que m*l tem isso_ perguntei indignada e então corri para dentro da sala, e me recostei na parte de trás do sofá, mas não antes de pegar um tiro de raspão na barriga
– se eu te contar você promete não me matar?
– eu prometo, até porque de início eu só queria as respostas mesmo_ falei pressionando o meu mais recente adquirido ferimento_ fala logo, eu não tenho tempo a perder_ reclamei
– eu não tenho culpa do fim trágico de sua mãe_ começou a falar_ eu só fiz o que me mandaram_ justificou-se
– e quem te mandou fazer o que?_ perguntei tentando regularizar minha respiração
– o Pietro me mandou dizer para sua mãe que as respostas que ela precisava estavam na Itália_ explicou
– e como minha mãe chegou até você?
– eu é quem vou saber? Já tentou perguntar seu tiozinho Lucas? Ele sabe mais do que fala_ balbuciou
– viu, foi fácil falar, agora custava ter falado mais cedo? minha roupa está toda manchada de sangue_ reclamei sabendo que para aquelas manchas de sangue saírem seria um baita trabalho
– se você não quer mais nada então vá embora_ ele já não tinha mais balas, por isso estava colaborando, e eu como havia prometido, cautelosamente segui até a porta para ir embora.
Meu caminho foi interrompido por Victor e sua arma apontados para mim, me fazendo soltar um palavrão mentalmente por ter sido tão imprudente e não ter executado um plano antes. Para minha total surpresa, ela passou por mim e na sala onde seu pai estava dois tiros foram ouvidos, me dando a deixa perfeita para sair dali correndo pela porta dos fundos, a fim de não ser vista e relacionada com toda essa situação.