o traficante

1737 Palavras
Voltei para o quarto na pousada e lá arrumei meu laptop de volta na mochila, escondi a mochila no duto de ar e depois de colocar minhas luvas e colocar meu capuz, sai em direção ao local que Diego me mostrou. Realmente foi fácil de achar, as indicações estavam corretas e na entrada eu já vi dois homens enormes parados com cara de poucos amigos – o que quer aqui?_ um deles perguntou em português, mas eu fingi não ter entendido – o que?_ perguntei em inglês – o que você quer aqui? Estamos fechados_ o outro falou em inglês – eu preciso beber, eles me disseram que aqui eu acharia bebida_ falei meu manhosa – nós estamos fechados, volte de noite_ insistiu o segundo homem – o que está acontecendo aqui?_ um homem abriu a porta do local e me encarou – nós******** turística que estamos fechados_ o primeiro guarda respondeu – não sejam ******* com ela_ o último homem falou sorrindo igual um pervertido e ali eu vi a minha chance_ desculpa a indelicadeza dos meus homens, senhorita..._ se aproximou falando em inglês e estendendo sua mão – Denise_ sorri apertando a mão do mesmo _ eu só queria uma bebida para espairecer, mas parece que não será dessa vez_ dei de ombros – venha beber um copo, por minha conta_ apontou para dentro do local – muito obrigada, eu não posso recusar, preciso mesmo de uma bebi_ sorri adentrando o local logo atrás deles, mesmo com o olhar perfurante dos guardas Dentro do lugar, ele era cheio de luzes néon e postes de poli dance, tinha um palco enorme e mais alguns pequenos em frente a cada amontoado de cadeiras, provavelmente é o lugar onde as garotas fazem as "dancinhas" particulares, tinha um bar do outro lado e atrás do balcão no bar, tinham um monte de bebidas, e era para lá que ele estava se dirigindo – qual bebida você vai querer?_ me perguntou – uma cerveja está de bom tamanho_ falei me aproximando do bar – aqui está_ colocou sob o balcão uma garrafa de Skol – você não me disse seu nome_ observei me sentando – Victor, muito prazer_ piscou para mim – então, Victor, você é o dono desse lugar?_ perguntei curiosa – não, ele pertence ao meu pai, mas eu é quem tenho que vir e resolver as coisas por ele_ deu de ombros – falando assim não parece ser uma coisa legal_ falei sugestiva – as vezes é_ sorriu tomando um gole de sua vodca pura_ mas e você, o que te traz por aqui?_ focou toda atenção em mim – algumas dúvidas do passado, nada muito escaldante_ sorri animada_ eu procuro um homem, talvez você o conheça, o chamam de cobra_ o analisei, vendo ele arregalar os olhos mas logo disfarçar sua surpresa – eu nunca ouvi falar dele, não sei quem é, e creio que já esteja na hora de eu ir e você também_ se levantou – nossa, fica calmo, ainda nem começamos a beber_ sorri de canto – eu estou falando sério, você precisa ir_ falou tentando pegar alguma coisa por baixo do balcão mas eu fui mais rápida e enfiei uma faca na mão que estava por cima do balcão o fazendo soltar um grito enquanto tentava retirar a faca de sua mão_ SUA VACA_ gritou enquanto eu pulava o balcão, retirava a faca de sua mão e a prensava próxima ao pescoço dele o usando de escudo para os dois homens que acabavam de entrar – ficam longe ou eu corto a garganta dele_ falei apertando ele próximo ao meu corpo – não atirem, não atirem_ o mariquinha ficava falando com a mão boa levantada enquanto a que eu havia cortado estava próxima a seu corpo – me fala onde seu papai está, ou você morre_ falei para o babaca que gritava assustado – vai se ferrar sua vagabunda_ falou entre dentes e eu ousei cortar um pouco sua orelha para que ele entendesse que eu não estava brincando_ p***a_ falou tentando pegar onde eu havia cortado mas foi em vão pois meu braço em seu pescoço aportou ainda mais – fala agora_ minha voz saiu calma mas eu não estava sendo gentil Ele ia dizer alguma coisa mas a porta sendo escancarada e 5 homens entrando junto com o meu alvo, acabaram tomando toda a minha atenção – o que está se passando aqui?_ o velho perguntou olhando confuso para toda a situação_ quem é você?_ me olhou retirando sua arma e a destravando – fale comigo em inglês_ falei sem nem me esforçar para falar o mínimo de português que eu sabia – quem é você?_ ele perguntou começando a falar inglês – não importa, importa as respostas que você irá me dar_ sorri e passei a faca pelo rosto de Victor_ ou seu filho precioso morre_ ameacei – eu não me importo com ele_ ele falou soltando um sorriso despreocupado – então ok_ afastei a faca como se fosse dar o golpe final, minhas mãos tremiam pois caso meu blefe não desse certo, eles poderiam perceber que eu não estava com coragem para continuar machucando o filho desse homem, enquanto eu estava aqui pra proteger os meus, e eu teria que no final matar alguém pra conseguir extrair algo do Cobra pois na verdade eu não vou desistir tão fácil. Aproximei a faca rapidamente do pescoço dele mas antes que eu sequer chegasse perto, o traficante me parou_ está bem, está bem, que merda_ falou irritado_ solta ele e eu respondo o que você quiser_ propôs, mas minha cabeça automaticamente balançou para os lados negando – ele é minha garantia_ sorri de canto – ele está sangrando_ apontou o óbvio mas eu fui firme em minha decisão – quanto mais rápido você responder às minhas perguntas, mais rápido vocês poderão cuidar do gatinho_ pontuei e ele assentiu_ agora manda seus homens saírem daqui_ apontei com a cabeça para os 7 caras armados que estavam apontando para mim, esperando qualquer distração para atirar – saiam_ falou para o grupo que prontamente acatou as suas ordens_ pronto_ me olhou – quem queria a Franciele Houler na Itália?_ perguntei sem rodeios – ah, então você é a famosa filhinha dela nem_ pontuou elucidado – responde a minha pergunta droga_ falei irritada – eu não sei, porque você está perguntando para mim?_ se fez de sonso arrancando minha fúria Com o cabo da faca, dei um nocaute no filho dele, que caiu desacordado e então me aproximei dele e ele me deu a droga de um tiro no braço, acionando seus homens no exterior, os fazendo entrar no local, mas eu já estava com ele como escudo – que droga de pessoa só tem uma bala na arma?_ debochei com a faca cravando no braço do mesmo – agradeça que estou velho sua i*****l_ ele falou irritada e depois gritou alguma coisa que eu não entendi para seus homens e eles destravaram suas armas " Eu vou morrer assim tão fácil? Não, tenho um objetivo a cumprir"_ pensei olhando aqueles homens mirando suas armas para mim Em um movimento rápido, retirei a faca que cravei em seu braço e dei uma facada em sua perna, de seguida em sua barriga, mas tendo plena ciência de que não atingi nenhum órgão, para que ele pudesse continuar vivo e me responder, mas não evitando que ele agonizasse de dor – sua pu**_ berrou dorido – a próxima facada será no seu coração_ falei me afastando com o homem até perto do balcão Não sei explicar com exatidão o que aconteceu nos minutos que se seguiram, mas a imagem final daquele lugar, era sangue para praticamente todos os lados, dois dos 7 guarda-costas estavam agonizando de dor enquanto os corpos dos restantes estavam estirados no chão, já no meu caso eu tinha o braço latejando de dor. Segui até a parte de cima da boate, que foi onde o velho subiu praticamente correndo, com cautela procurei por ele, e assim que abri uma das portas o cara atirou contra a porta – eu estou tentando ser gentil Cobra_ falei com a arma de um dos guardas já carregada – vai a mer**_ retrucou me fazendo revirar os olhos – nossa, quanta maturidade da sua parte_ debochei_ eu só quero respostas, nada demais_ falei calma_ já agora, você viu que eu não matei seus homens nem, eles acabaram atingindo uns nos outros_ me justifiquei – vai se ferrar, eu quero mesmo é que você morra_ gritou dando tiros assim que eu ousei espreitar – está me desejando a morte só porque eu fiz uma pergunta? Que m*l tem isso_ perguntei indignada e então corri para dentro da sala, e me recostei na parte de trás do sofá, mas não antes de pegar um tiro de raspão na barriga – se eu te contar você promete não me matar? – eu prometo, até porque de início eu só queria as respostas mesmo_ falei pressionando o meu mais recente adquirido ferimento_ fala logo, eu não tenho tempo a perder_ reclamei – eu não tenho culpa do fim trágico de sua mãe_ começou a falar_ eu só fiz o que me mandaram_ justificou-se – e quem te mandou fazer o que?_ perguntei tentando regularizar minha respiração – o Pietro me mandou dizer para sua mãe que as respostas que ela precisava estavam na Itália_ explicou – e como minha mãe chegou até você? – eu é quem vou saber? Já tentou perguntar seu tiozinho Lucas? Ele sabe mais do que fala_ balbuciou – viu, foi fácil falar, agora custava ter falado mais cedo? minha roupa está toda manchada de sangue_ reclamei sabendo que para aquelas manchas de sangue saírem seria um baita trabalho – se você não quer mais nada então vá embora_ ele já não tinha mais balas, por isso estava colaborando, e eu como havia prometido, cautelosamente segui até a porta para ir embora. Meu caminho foi interrompido por Victor e sua arma apontados para mim, me fazendo soltar um palavrão mentalmente por ter sido tão imprudente e não ter executado um plano antes. Para minha total surpresa, ela passou por mim e na sala onde seu pai estava dois tiros foram ouvidos, me dando a deixa perfeita para sair dali correndo pela porta dos fundos, a fim de não ser vista e relacionada com toda essa situação.
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