- Bakker, Jansen Bakker. - o tom de voz dele era impotente, como se quisesse demaostrar poder.
- Já que me pagou uma bebida, aceita uma partida comigo? - o senhor pergunta olhando para os meses de sinuca que estavam vazias.
- Vamos, não tenho o que perder mesmo. - Jansen e o senhor vão a mesa e passam um bom tempo ali bebendo e jogando. Bakker já estava mais bêbado do que tudo e insistia em ir embora dirigindo, como se nada tivesse acontecido.
Era naquele momento que Voxel precisava intervir. Não poderia deixar ele sair dali, bater em algum lugar e morrer em um acidente, ou pior, deixar com que ele machuque algum inocente. Ele era o alvo aquela noite, então apenas ele partiria dessa para outra.
- Não Jansen, vamos de táxi. Deixo você em casa e vou embora depois. - o senhor já havia conquistado a confiança de Jansen, então concordou e ambos foram embora abraçados como amigos de vários e vários anos.
Voxel e Bakker ficaram na porta do bar por mais alguns minutos na espera do táxi, que foi pedido por ligação no celular de Jansen. Ele não poderia ter nenhum tipo de ligação com aquele caso, então tudo precisava seguir como o planejado.
Jansen Bakker não imaginava que aqueles eram seus últimos minutos de vida e aquele gentil senhor era na verdade, o seu assassino. Arthur e Jansen entram no carro, Bakker estava extremamento bêbado, então ele teve um pequeno trabalho de coloca-lo no carro. Ao chegar no condomínio de Bakker, ele autoriza a entrada do táxi que deixou os dois passageiros na casa da vítima.
Ao entrar na casa, Jansen se joga no sofá e acaba dormindo de tão bêbado, nem ligando para a presença do "senhor" ali. Arthur teve tempo de sobra para procurar documentos e coisas que poderiam incriminar Bakker. Cuidadosamente e precisamente, Arthur toca em tudo com as luvas, assim não teria nada ali que ligasse ele ao crime.
Ele passeia por todos os cômodos daquela enorme casa, vasculhando diversos papéis, com mais um pouco de procura, ele encontra seu enorme pote de ouro. Uma pasta com "Confidencial" na capa, com certeza tinha algo ali que ajudaria Arthur.
Após alguns minutos, ele juntou tudo que julgou relevante para expor Bakker e colocou uma pasta em cima de um móvel que ficava ao lado do sofá, escreveu um bilhete dizendo que ali havia provas de corrupção. Calmamente, Voxel caminhou até a cozinha, mexeu em algumas gavetas até encontrar a gaveta de facas, pegou uma e caminhou novamente até a sala, onde Bakker dormia tranquilamente no sofá.
Arthur deu a volta no sofá, ficando de frente para as costas do sofá, assim se espirrasse sangue, ele não se sujaria. Analisou um pouco o homem que parecia tão sereno no seu sono, então, com um sorriso quase que diabólico, Voxel se abaixa cravando a faca no peito de Bakker .
A vítima acordou num susto e quando viu a quantidade de sangue acabou desmaiando, fazendo assim ficar mais fácil terminar o que havia começado. A mente de Arthur era tão misteriosa e cuidadosa que parecia que aquilo havia sido arquitetado por meses, mas ele só conheceu a vitima e a podridão de sua vítima horas atrás.
- Foi um prazer conhecê-lo, Jansen Bakker. - aquela foi a primeira frase que o assassino proferiu a vítima desde que entrou na casa, antes de retirar e cravar novamente a faca novamente no senhor Bakker.
Jansen estava parcialmente "acordado" quando foi apunhalado novamente, com força. Naquele momento, julgo que com mais força do que a primeira vez.
- Jose... - Bakker tenta falar, mas seu corpo estava desfalecendo, ele cuspia sangue enquanto tentava apertar o peito para parar o sangramento, só que naquele momento nada mais poderia ser feito.
Os cortes feitos por Arthur foram precisos, causando uma hemorragia que mataria Jansen Bakker dali para alguns minutos.
- Não faz barulho não, você fica tão mais bonito calado. - Arthur passa a mão no rosto de Jansen e coloca a mão na boca dele antes de fazer um último corte lateral
Naquele momento em que Jansen Bakker gritava abafado, ele via sua vida inteira passar diante dos olhos. Todas suas escolhas, sua família, sua ganância, suas últimas horas. Tudo passava como um filme, um filme que foi interrompido na metade já que ele tinha perdido muito sangue.
Com cuidado, Arthur saiu da casa de sua vitima e caminhou até o portão do condomínio, onde disse para a segurança que Bakker estava bem e estava dormindo. O homem então concorda, agradece o "senhor" por ter cuidado de Bakker, liberando-o então para ir para casa.
Arthur ainda se vestindo como um velho, foi em um galpão abandonado onde ele sempre deixava tudo que precisava para depois dos seus crimes e fez o bilhete que deixaria na delegacia aquela manhã que já estava começando a aparecer.
10 minutos depois de deixar a carta na polícia, num envelope pardo, o "senhor" que se apresentou como Joseph "desapareceu", deixando assim nenhum rastro de sua existência.
Ali começou o caos na vida dos detetives do Departamento de Policia de Smoorenburg. Ali começaria a caçada de pessoas com o histórico parecido com o de Jansen Bakker. O antigo Arthur Voxel estava de volta para o desespero de pessoas corruptas e agressores.
Naquela noite, a cidade de Smoorenburg ganhava um "justiceiro" que jurava acabar com qualquer pessoa que entre no seu caminho, que jurava acabar com homens podres como Jansen Bakker. Era uma promessa que ele teria que cumprir a risca, pois se descobrissem quem ele era, milhares de famílias e mulheres continuariam tendo a vida miseravel que tinham, já que o DP não fazia nada por isso.
No momento em que Arthur entregou aquele envolope no DP de Smoorenburg, ele colocava na sua cabeça que faria justiça por mulheres como sua mãe, que sofreu anos nas mãos de homens como o seu pai. Enquanto ele pudesse fazer alguma coisa, ele estaria ali, colocando sua cabeça na mira por justiça para pessoas que não são ouvidas.
Era um aviso, um único e claro aviso. Não adiantam esconder atrás de um status politico, atrás de um parlamento ou até mesmo atrás da porta. Seus crimes fedem e Arthur Voxel vai encontrar você, vai te da a punição que merece.
Não adianta fugir, sua hora vai chegar.