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1279 Palavras

MT Narrando Voltei pro volante do Creta com o sangue fervendo. Motor roncando na subida da serra, aquele cheiro de diesel misturado com o da pólvora que parece que nunca sai da minha pele. A mente focada, dedo batucando no volante no mesmo ritmo do coração. Hoje não era sobre boca, nem sobre o Coroa, nem sobre a p***a do passado. Hoje era sobre fazer dinheiro, sobre meter a mão naquilo que a gente sabe fazer melhor: tomar o que é dos outros antes que tomem da gente. Parei na boca da rua do LC. Buzinei duas vezes, ele veio correndo, jaqueta preta, boné enfiado até a sobrancelha, mochila no ombro. Jogou a mochila no banco de trás, bateu a porta e já soltou: — E aí, a visão? — ele falou, ajeitando a glock na cintura. — A visão é que o X9 já mandou. Carga saiu do depósito tem uns vinte mi

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