255

1230 Palavras

COROA NARRANDO Noite tranquila, pela primeira vez em muito tempo. O morro lá fora fazendo o barulho de sempre, mas aqui dentro… silêncio. Um silêncio bom, gostoso. Daquele que preenche o peito e faz a gente esquecer, nem que seja por umas horas, do mundo sujo que a gente vive. Cauã dormindo no meu colo, igualzinho o pai dele dormia quando era neném. Do mesmo jeitinho. Mãozinha fechada, bochecha caída pro lado, respiração mansa. Só muda o cabelo louro escorrido, que puxou da mãe. Mas o resto… é o Caio todinho. Os olhos, o nariz, a boca. Até a expressão de bravo quando acorda com fome. Meu russo. É assim que comecei a chamar ele. E eu ali, sentado no sofá, com o moleque deitado em cima de mim, a Vívian encostada na outra ponta, assistindo novela e tomando chá. — Esse moleque não dá trab

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR