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923 Palavras

MT NARRANDO Fiquei só de longe, encostado no canto, tragando meu cigarro e observando o bagulho desenrolar. Vi minha irmã saindo do banheiro com a cara destruída, cabelo meio fora do lugar, os olhos vermelhos. Sabia que ela tinha chorado. Bruna não chora fácil, então se chorou… é porque doeu. Do outro lado, vi o LC encostado, com uma vagabundinha qualquer trocando ideia, rindo de alguma coisa que nem graça devia ter. Fingia que tava de boa, mas tava tão quebrado quanto ela. Só que homem é assim, né? Vai esconder a dor atrás de um copo, de uma risada torta, de um papo fiado com qualquer uma. A Manu veio voltando na minha direção com uma cara que se visse pela frente eu nem falava nada. Só largava a minha irmã no colo dela e voltava pra casa. — Que que houve? — perguntei, soltando a fuma

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