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1353 Palavras

MT Narrando Saí daquela casa cuspindo fumaça pela alma. Cada passo que eu dava parecia um chute na minha própria costela. A cabeça rodando, o sangue fervendo, e o coração… o coração parecia uma bomba-relógio prestes a explodir. Eu precisava de uma coisa só: o meu filho. Era ele que me mantinha em pé agora. Só ele. Entrei no carro com a arma ainda na cintura e o gosto amargo da decepção entalado na garganta. Liguei o motor e desci o morro em direção à casa da mãe da Manuelle. A noite já tava virando dia, céu começando a clarear e eu ali… com o demônio sentado no banco do carona. Parei na frente da casa da dona Flávia, buzinei uma vez e desci. Andei até o portão e bati. Forte. Sem paciência. Sem freio. — Dona Flávia! — chamei, batendo mais forte. — Ô dona Flávia, sou eu, o Caio! Demoro

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