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Mano, eu juro que tentei manter a pose. Mas quando o MT entrou no hospital igual um furacão, com a cara mais fechada que cofre de banco, eu senti o sangue começar a ferver nas veia. Ele não falou com ninguém, não cumprimentou, não respirou — só veio na minha direção com o peito estufado, igual sempre faz quando quer mostrar que manda. E manda, né? Porque no Salgueiro, até o vento obedece esse filho da p**a. Mas eu tava ali. De frente. Esperando. E mesmo sabendo que ele me odeia, que já me quebrou na porrada uma vez por causa da Manu, eu segurei o olhar. Não baixei. Não desviei. Não tremi. E quando ele parou a um metro de mim, com a mão fechada ao lado do corpo, a respiração pesada, o maxilar travado… eu soube que o caldo ia entornar. — Que p***a cês tão fazendo aqui? — ele soltou, sec

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