Antes do inferno. Antes da verdade explodir. Escrevi. Apaguei. Escrevi de novo. E quando a angústia virou desespero… Eu mandei. “Me perdoa.” “Por tudo.” “Eu fui fraco, fui moleque, fui lixo.” “Tu tem razão em tudo que disse.” “Mas eu te juro… com o pouco que sobrou de mim… eu te amo.” “Só me dá uma chance. Uma. Pra tentar ser o homem que você merecia.” “Tu é tudo pra mim, Manu. Tudo.” Enviei. Fiquei olhando a tela. Esperando aparecer aquele maldito “digitando…” Mas não apareceu nada. O tique azul também não veio. Ela nem abriu. Ela nem quis ler. E foi ali que a ficha caiu de verdade. Ela se foi. E eu fiquei. Fiquei com o fardo. Com o erro. Com a foto no perfil me lembrando do que eu destruí. Fiquei com a merda da minha consciência gritando o que ela gritou na cara:

