Respirei fundo, tentando não chorar de novo. Abracei ela forte. — Claro que sim, minha filha… claro que eu levo. — falei com a voz embargada. — Vou te deixar estudar, viu? Seu futuro é brilhante, Manu… e se precisar de mim, qualquer hora, só me ligar. Não esquece. Eu vou estar aqui. Sempre. Ela sorriu de lado. Um sorriso triste, mas de força. — Obrigada, tia. Obrigada por tudo. Peguei aquela caixa pesada, cada passo com ela era um peso a mais na consciência. Cada presente ali dentro contava uma história… e meu filho tinha rasgado todas elas. Desci com a caixa no colo. A Flávia tava sentada na sala, tomando um café. Quando me viu com aquilo, sorriu de leve, balançou a cabeça. — Ela te deu a caixa, né? — perguntou. Assenti, com os olhos marejados. — Passou a manhã toda catando

