Quando Theodore sonhara em se apaixonar, a intenção era viver um romance digno de filme da Disney. Estava preparado para os altos e baixos, ansiando por resolvê-los junto ao seu paquera só para fortalecer o seu amor. Um romance que lhe fizesse sentir vivo.
Agora que vivenciava algo, sentia que a realidade era completamente diferente de um filme da Disney.
Sentado no canto do ginásio com o fone conectado em seu ipod, ouvia as músicas do seu musical preferido sem desgrudar os olhos claros de um certo alfa alto de cabelos escuros. Adorava ver Gabriel focado daquela maneira, como se o mundo só fosse ele e a bola.
Gabriel sempre olhava em sua direção abrindo um sorriso gentil, como quem não quisesse perder o ômega de vista. Em um momento daqueles, a música que escapava dos fones conversavam com Theodore mais uma vez.
“Mas é só te ver
Pra enlouquecer
Faço tudo o que você quer
Vou me arrepender depois
Mas eu não resisto a nós dois
Ou não”
Não foram essas palavras que Gabriel lhe dissera duas vezes no dia anterior? Que era difícil resistir a eles... O que isso poderia significar? A semelhança com a música de Wanessa Camargo fizera o rapaz deixar sua mente atentar-se à letra da música. Mas já estava quase em seu final.
Puxando o ipod do bolso da calça, o ômega voltara a música em seu começo. Lentamente a melodia soara junto com a voz da cantora, trazendo à tona a letra que Theodore analisara serenamente.
“Eu gosto de você
Eu penso em você
Eu só respiro você
Eu tento te esquecer
E te deixar pra lá
Mas não consigo, não dá
Sonhos perdidos
Que não saem do meu coração
Que vêm mesmo que eu diga não”
Um sorriso brotava no rosto do garoto ômega.
Mais uma vez a música parecia retratar exatamente os sentimentos de Theodore. Apaixonar-se pelo aluno transferido foi um desafio que o loiro tentara evitar. Fora avisado para não se deixar levar, ele mesmo pedira para Gabriel ficar longe, mas no final das contas eles acabaram ficando.
Havia dito ao seu melhor amigo que engoliria cada sentimento. Amaria sozinho, mas jamais diria à Gabriel que gostava dele. Tudo por ter medo de ser deixado de lado, de não ser correspondido e ter seu coração partido. Não importa o quanto negasse, os sentimentos vêm mesmo quando há um não.
Um fone fora retirado de sua orelha, obrigando o ômega a erguer a cabeça para o sujeito agachado na sua frente o encarando tão de perto. Os cabelos suados grudados em sua testa acompanhado do sorriso costumeiro de Gabriel eram um verdadeiro castigo para aquele ômega apaixonado.
— O que está escutando aí pra te deixar todo sorridente desse jeito?
— Música, o que mais poderia ser?
Gabriel soltara um riso nasalado e colocara o fone em seu ouvido, prestando atenção na melodia que Theodore havia se dedicado a analisar.
“Eu já me condenei
Por ser como eu sou
Mas já me perdoei
É por amor”
Os olhos castanhos foram diretos para os de Theodore.
— Você já se condenou alguma vez? Por ser quem é?
A pergunta de Gabriel paralisara Theodore. As lembranças dolorosas do que vivenciara um ano atrás retomaram sua mente como se tivesse jogado uma bomba. Explodindo a felicidade o fazendo lembrar-se que a dor sempre estaria ali, acompanhado do receio.
Receio de tudo acontecer novamente.
Devagar o ômega concordara com a cabeça, deixando os braços apoiados em seus joelhos.
— Não teria outra pessoa a condenar que não seja eu mesmo. — Sussurrava o rapaz, percebendo a confusão em Gabriel. Soltando um riso baixo, Theodore continuara — Será que não fui bom o suficiente para ele? Fiz algo de errado pra isso acontecer comigo? Se eu não fosse ômega, minha família seria mais feliz?
O sorriso de Gabriel pouco a pouco fora desaparecendo de seu rosto. O alfa estendera sua mão mergulhando os dedos nos fios dourados, afagando tentando trazer de volta o sorriso em si.
A mão dele era quente e confortável. Theodore se sentia bem quando era tocado por aquele alfa.
— E já se perdoou?
— Já.
— Foi por amor?
Theodore abrira um largo sorriso, desviando os olhos com o rubor repentino em suas bochechas. Gabriel rira baixo deixando aquele ômega ainda mais nervoso em sua frente. Não havia se declarado para o alfa, apesar de já ter admitido que gostava dele. Mas amar ou apaixonar não saíram de sua boca.
Ainda.
Seria o momento ideal? No meio da quadra, durante o treinamento, com eles dois ali? Não importava desde que o mundo fosse deles, certo?
— Gabi! Finalmente te... Oh.
Theodore e Gabriel olhavam para a garota de cabelos alisados e escuros que aparecia ali. Mesmo com a presença repentina de Sadie, o alfa não afastara a mão do cabelo de Theodore. Porém o ômega a retirou delicadamente, fazendo o outro franzir as sobrancelhas parecendo não ter gostado de seu comportamento.
— Não sabia que estavam próximos.
— Precisa de alguma coisa de mim?
— Ia pedir pra irmos embora juntos hoje...
— Sinto muito, mas pretendo ir com o Theodore hoje.
— Mas eu...
— Jones, volte pra quadra! — Gritava o técnico, fazendo Gabriel suspirar e se levantar impacientemente.
— Não fuja de mim, Theo.
Olhando para os lados, Theodore inclinava a cabeça infantilmente. Para onde fugiria? E por que iria fugir dele? Sua confusão fizera o alfa rir e acenar para si, em seguida acenando para Sadie antes de voltar para a quadra de vôlei.
A garota desviara os olhos para Theodore, desconfiada e prestes a ter uma conversa clara com o ômega. No entanto, seu irmão logo chegara a abraçando pelo ombro com sua aura brilhante rotineira.
— Eaí maninha, já sondando os nossos jogadores pra ganhar voto?
Theodore percebera que Sadie tremia suas mãos, fechadas em punho. Um calafrio passara por sua espinha só de imaginar que aquela garota poderia estar sentindo raiva de si. Não havia se esquecido da maldita foto do orkut, e todos falavam sobre ela estar gostando de Gabriel.
Diga-se de passagem os rumores de que os dois poderiam estar namorando se espalharam desde aquela dita festa. Havia ignorado os rumores justamente por esperar que Gabriel fosse sincero e dissesse algo.
Bem... Ele dissera.
Que gostava de Theodore.
Que queria ficar com ele.
Deveria se preocupar então?
— Não preciso disso. Nós não precisamos disso. Sei que iremos vencer.
— Estou bastante preocupado, parece que o nosso levantador tem conquistado corações e votos de mim.
Sadie lançara um olhar afiado para Theodore.
— Pode roubar dos outros, mas os outros não irão roubar o coração do Gabi.
Dando as costas para o próprio irmão, Sadie deixara o ginásio em passos pesados. Milles suspirara coçando a nuca, olhando por cima do ombro vira Theodore ainda sentado na quadra. Sem dizer nada, o atleta voltara para a quadra.
Estando finalmente sozinho, Theodore suspirou pesado relaxando seus ombros. Os obstáculos dos filmes de romance estavam prestes a surgir, e um deles era justamente Sadie Mckenzie.
Mais tarde, após o treino terminar, Theodore aguardou todos os jogadores deixarem o vestiário para recolher os uniformes e colocá-los em uma bolsa. Levaria para lavar em sua casa, além de fazer alguns ajustes na costura de alguns.
Depois de ter cumprindo seus deveres de assistente e conversado com o técnico, o ômega deixara a escola encontrando Gabriel o esperando na saída encostado no muro. Assim como havia dito para Sadie, o alfa pretendia ir embora acompanhando o ômega.
O coração de Theodore pulara em pura felicidade.
— Podemos ir?
Theodore assentira chegando ao lado de Gabriel, podendo os dois caminharem lentamente pela rua silenciosa. O sol já se punha, e o ritmo da cidade pequena diminuía gradualmente. Aproveitando a rua deserta, o alfa segurou a mão de Theodore, entrelaçando seus dedos.
Imediatamente o ômega o olhara surpreso, virando a cabeça de um lado para outro receoso.
— E se alguém ver?
— Tá tudo bem, tem ninguém por perto. Eu apenas quero andar assim.
— Segurando minha mão?
— Se eu não te tocar o meu dia não fica completo.
A forma como aquele alfa sorrira era um sonho, Theodore suspirava completamente apaixonado. Durante o trajeto dos garotos, eles conversaram corriqueiramente. Compartilharam seus gostos, fizeram piadas e estreitavam seu mundo apenas à eles.
Theodore nunca voltara para casa tão feliz daquela maneira. Desejou que o tempo fosse gentil consigo em passar lentamente, tornando aquele momento duradouro. Só pra ficar mais ao lado de Gabriel, sentindo o calor de sua mão, a doçura de sua voz, a melodia de sua risada.
Parando em frente à casa de Theodore havia um salgueiro-chorão que servira como ponto de despedida daqueles garotos. O ômega virou-se de frente para Gabriel, baixando os olhos para os dedos entrelaçados tristemente.
Não queria deixar aquele calor ir embora.
Gabriel dera um passo à frente, erguendo o queixo do ômega com a mão livre. Tendo os olhos claros sobre os seus, o alfa traçara um fino sorriso enquanto acariciava a bochecha daquele ômega.
O cheiro de Theodore ressurgia silenciosa e timidamente. Estaria ansioso para saber o próximo passo de Gabriel, desejando que o tocasse mais e mais. Provavelmente seus sentimentos estariam estampados em seus olhos, pois Gabriel inclinara seu rosto para selar seus lábios.
Um beijo calmo. Uma despedida.
Obrigando-se a afastar, Gabriel sorria desfazendo o toque em suas mãos.
— Te vejo amanhã, Theo.
Theodore conseguira apenas erguer a mão e acenar de volta, pois não confiara na própria voz em responder o alfa. Assistira Gabriel continuar a subir a rua, com as mãos no bolso tornando-se pequeno na medida em que se afastava.
Encostando-se no tronco da árvore, o ômega suspirava tocando nos próprios lábios.
— Irmãozão!
Ouvindo o gritinho eufórico e o pequeno ser humano correndo em sua direção, Theodore acordara de seus pensamentos para encerrar o seu dia mimando a pequena irmã.
「 • • • 」
Na manhã da terça-feira o outono viera com uma brisa gentil que balançava os cabelos loiros. O cheiro adocicado de um ômega era espalhado por todo lado, pois ele estava feliz não escondendo de ninguém. Mesmo com todos os olhares sobre si, Theodore adentrava na escola de ombros erguidos.
Fora para o seu lugar preferido, o gramado abaixo da tabebuia onde costumava ler livro ou escutar música enquanto esperava a chegada de Nicolas. Apesar que seu amigo havia ligado no dia anterior avisando que faltaria, já que sua febre não baixava.
Deveria visitá-lo depois da aula?
Abrindo a mochila para pegar seu livro, Theodore sentira o peso de olhares sobre si. Arqueara a sobrancelha olhando em volta, encolhendo os ombros em perceber todos no pátio o observar e cochichar.
O que era aquilo?
Seu rosto estaria sujo? Lisa tinha brincado com a geleia no café da manhã. Theodore até verificou sua camisa branca sem encontrar alguma mancha. Encostando-se no tronco da árvore, o rapaz suspirara incomodado com tanta atenção.
Fora difícil ficar ali por mais tempo.
Mesmo lendo o livro tentando se concentrar, quem passasse por si sempre o encarava e resmungava alguma coisa. Fechando o livro bruscamente, Theodore pegara sua bolsa e se levantou.
Os últimos dias foram um verdadeiro sonho. Nada o abalaria, pois tivera um excelente começo de semana.
Passando pelo corredor tentando fugir do frio daquela manhã, o ômega fora surpreendido quando pares de mãos puxaram o seu braço o obrigando a entrar em uma sala cheia. O rubor tomara conta de suas orelhas ao perceber ser o centro das atenções naquele cômodo, reconhecendo apenas alguns rostos ali presentes.
— Ahn...
— Alvo capturado com sucesso! — Dizia um rapaz alto batendo continência para Lilian, que se encontrava na frente dos estudantes.
— Bom trabalho, cadente! — Elogiava a garota, rindo em seguida. — Bom dia querubim.
— Bom dia, eu acho...
— Turma, esse é o nosso representante, Theodore. Codinome querubim. Querubim, essa é a turma que está representando no concurso.
Concordando com a cabeça, o rapaz erguera a mão acenando para as dezenas de cabeças que lhe cercavam. Nunca fora cercado por seus colegas de escola, principalmente quando lhe olhavam ansiosos o enchendo de perguntas que m*l conseguiria discernir. Ficara perdido com as vozes e cheiros em sua volta, desistindo de tentar pedir calma.
— Galera! Calma, temos um assunto para definir antes.
Theodore movera os lábios agradecendo mudo para Lilian, que apenas concordara com a cabeça.
— Deve ter percebido que geral está te olhando, não é?
— Desde ontem, mas era a sua intenção não?
— Hoje é diferente. — Sorria Lilian ficando parada em frente à Theodore com os braços para trás. — Percebeu algo?
— Não... Deveria?
— Agora você está nos holofotes, então tem que estar atento. Imaginei que não teria visto já que anda beeem ocupado sonhando acordado.
— Isso é uma reclamação?
— Apontando fatos.
— Ok, continue. — Theodore se encostara em uma mesa, cruzando os braços.
— Desde domingo um tópico surgiu na comunidade da escola, lá no orkut.
— Não entrei esses dias, que tópico apareceu?
Os olhos claros de Lilian brilharam em perspicácia, trazendo um arrepio na espinha de Theodore. Quando a garota tinha aquele olhar, o loiro compreendia que era um plano ardiloso surgindo no horizonte.
— Uma história. Um romance, precisamente. — Lilian passara a andar de um lado para outro na frente de Theodore. — Um romance entre Theodore e Gabriel.
— O quê?! Acho que escutei errado... Espera...
— Uma conta anônima publicou um romance falando de você e Gabriel.
— Uma conta anônima? Isso é...
— Um plano nosso, é óbvio. Mas ninguém deverá saber disso. Estamos publicando esse romance pra saber como será a reação dos estudantes.
— Isso é perigoso! — Alertava Theodore, sentindo sua cabeça doer repentinamente. — E se os professores souberem disso? Eu e Gabriel podemos nos ferrar.
— Por que iriam? Os professores não tem o direito de se intrometer na sua vida pessoal. Se for assim, deveriam falar alguma coisa sobre aquela foto com Sadie.
Theodore engolira em seco nervoso.
A escola toda já sabia do seu segredo, nem deveria chamar dessa maneira. Uma história sendo publicada na internet poderia transformar os seus doces sonhos em um inferno mais uma vez. Tudo estaria voltando a acontecer, tal como um ano atrás.
Gabriel seria colocado em uma posição complicada, provavelmente os seus colegas tirariam sarro dele e se afastariam. Justamente o que tanto alertara Gabriel estaria prestes a acontecer e por culpa sua.
Lilian aproximara tocando o ombro de Theodore, o despertando dos próprios pensamentos.
— Que tal ler o que escrevemos?
— Tem certeza de que isso é algo bom? Digo, isso pode ferrar as coisas, Lilian.
— Estou almejando algo muito maior que o concurso. Nossa turma está disposta a correr o risco por você. Confie em mim.
Segurando a mão do garoto, Lilian o guiara entre os estudantes até o notebook ligado sobre uma carteira. Sentando-se, Theodore percebera o suposto tópico aberto no Orkut que continha a dita história.
Respirara fundo antes de começar a ler. Deveria saber o que estava sendo dito à seu respeito, não é mesmo? Mesmo com medo, o ômega começara a sua leitura, sem esboçar reações.
A história era bem escrita, mostrando a narração de uma garota que suspeitava sobre dois colegas da escola tendo uma relação secreta. A forma como a história fora narrada era suave e doce, mostrando a imaginação fantasiosa de uma garota adolescente.
Theodore ficara surpreso quando finalmente o seu nome surgira junto de Gabriel. Os momentos em que os dois estavam juntos durante os treinos, na sala de aula ou então no ginásio no último final de semana estavam todos narrados com detalhes.
Não chegava a bater com a realidade, os diálogos e algumas situações foram criadas para a aquela história. Ainda assim Theodore se encontrava encantado quando terminara de ler.
Virando-se para o aglomerado de estudantes, ele apontara para o notebook.
— Quem escreveu?
Os alunos entreolharam-se nervosos, receosos em dizer o responsável. Porém, Lilian dera uma cotovelada em uma garota tímida de cabelos castanhos, a empurrando para se destacar.
— Foi você? — Perguntara Theodore, vendo a garota concordar sem ter coragem alguma de encará-lo. — Você escreve bem. Deveria pensar nisso seriamente.
— Hm?
A surpresa não era apenas da tímida garota, mas de todos da sala. Theodore soltara um riso nasalado.
— Estou dizendo que curti sua história. Me colocou como alguém descolado, e nem sou assim.
— É claro que é! — Apressou-se dizer a tímida garota. — No começo fiquei em dúvida quando Lilian disse em escolhê-lo pra nos representar no concurso. Mas agora entendo ela... Você é legal.
— Valeu. Mas vocês tem certeza de continuar com essa história?
— Por que é tão contra, cara? — Questionava outro aluno, com as mãos no bolso.
Theodore se levantou cruzando os braços na frente dos outros. Eram um ano mais novo que ele, mas pareciam ter mais coragem. Theodore se considerava um covarde em desconfiar do plano daquela turma inteira.
— A galera do segundo e do terceiro já sabe sobre minha classe e orientação s****l. Apesar de eu detestar, estou acostumado com os cochichos à meu respeito, mas Gabriel não. Não seria natural eu tentar protegê-lo?
— E você pretende proteger ele até quando? — A pergunta do mesmo rapaz deixara Theodore sem palavras. — Se ele gosta de você irá enfrentar o mundo, não iria?
Nicolas não havia dito algo parecido? Theodore rira com tamanha coincidência. Deveria considerar algum tipo de sinal do universo? Preferia o fazer. Aceitaria humildade aquele sinal.
— Estão testando os sentimentos dele por minha causa?
— Será um concorrente à menos no concurso.
Theodore coçava a nuca ainda receoso com o plano daquela turma. Lilian estava de braços cruzados sorrindo enquanto o observava interagir com seus colegas. Percebendo o silêncio dela, o ômega sabia que ela seria perspicaz em planejar outra coisa caso continuasse a negar aquele plano.
Onde havia se metido?
— Darei cobertura pra vocês. Não deixem descobrirem a senhorita escritora.
Os estudantes sorriam satisfeitos abraçando uns aos outros. Lilian correra até Theodore o abraçando apertado.
— Não vai se arrepender, querubim. Tudo vai valer à pena.