capítulo 10

1403 Palavras

Narrado por Matheus (Bala) Quando ela entrou… eu esqueci de respirar. Não foi só por saber quem ela era. Foi pelo que ela carregava no rosto. Dor sem desespero. Força sem pose. Beleza sem querer. Priscila. A mulher que o morro respeita em silêncio. A que carrega o inferno no passado e ainda assim caminha como se desafiasse o céu a desabar de novo. E ali estava ela. Cabelo ruivo preso num coque bagunçado, com mechas soltas moldando um rosto que o tempo tentou apagar — e falhou. Pele clara, sardas discretas, boca firme. O tipo de beleza que não grita, só existe. E porque existe… cala todo mundo. E nos braços dela, o menino. Suado. Chorando. Frágil. Mas ainda assim… com os olhos vivos. O mesmo olhar dela. Ela parou na minha frente, os dois pés fincados como se não tivesse medo d

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