capítulo 15 continuação

1617 Palavras

Cheguei em casa e joguei as sacolas no sofá com a delicadeza de quem nunca lavou uma peça íntima na vida. — “CIDA!” — gritei, subindo as escadas de salto, bufando. — “Vem aqui agora, por favor! Tô num nível de stress que nem meu espelho tá me aguentando!” Ela apareceu na porta do closet com aquele avental ridículo que se recusa a aposentar, mesmo eu oferecendo um da Chanel. — “Que foi agora, Patrícia?” — “Me ajuda a me arrumar, né? Ou quer que eu vá no coquetel parecendo uma civil?” Ela cruzou os braços, firme. — “Você tem duas mãos.” — “E você tem dois ouvidos. Vai querer que eu repita ou vai pegar o babyliss?” Cida revirou os olhos, mas pegou. Me sentei na penteadeira e comecei a relatar tudo, como quem conta fofoca venenosa numa roda de taças. — “Você acredita que uma mendiga

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