Duas batidas na porta da sala de onde eu estava trabalhando me assustaram.
— Olliver, Olliver – Era Math ansioso para me contar algo.
— Diga brother — Falei ao abrir a porta.
— Fui um dos escolhidos para participar da missão na divisa da Argentina, e daqui a 30 minutos nossa patrulha vai pegar o Avião — Falou ele em voz baixa.
Math era um rapaz corajoso, mas eu sabia que no fundo aquela missão causaria medo nele, não era uma missão como as outras, não se tratavam de inimigos soldados e sim algo sobrenatural que aguardam eles naquele lugar e era a mesma missão que deixaram aproximadamente 200 soldados desaparecidos do mapa semana passada.
— Cuidado recruta, creio que vocês vão arrombar de bala aquelas coisas ou Serial killer que estão fazendo aquilo naquele País. — Boa sorte rapaz — Falei com um sorriso no rosto e ao mesmo tempo um olhar serio e preocupado.
— Obrigado cara, vou arrombar aquele Serial killer — Math não acreditava em algo sobrenatural, para ele aquilo não passava de uns psicopatas que queriam m***r e assustar pessoas. Mas para mim não se tratava apenas disso...!
30 Minutos se passaram e cerca de 250 soldados entraram em um avião rumo ao Rio grande do Sul e outros 250 pegaram o Voo rumo a Argentina e então decolaram para uma perigosa missão.
Já se aproximava das 20Hrs e todos no quartel estavam confusos com os acontecimentos na Argentina e no Sul do Brasil.
—Sargento! — Gritou um rapaz moreno, alto e magro.
—Diga Capitão?— Perguntei rapidamente. Leo era um dos capitão do 2° Bis.
— Essa noite você passará a noite de trabalho, a cidade está em alerta, pesquisadores estão suspeitando que essas ondas de assassinatos possam chegar a todo o Brasil. Sendo assim preciso de todos os soldados ativo no quartel essa noite. E você sargento.. Ficará de Vigia até 03:30 da madrugada — Disse o Capitão com tom de autoridade.
— Ok Capitão — Falei aceitavelmente, mas no fundo eu não estava nenhum pouco satisfeito com aquela ordem. Por que um Sargento ficaria de Vigia durante a noite? Por que não um recruta? Eu me queixava, mas sabia que não tinha quase recruta mais naquele quartel, todos estavam em missão. Então eu não tinha outra escolha.
A noite se passava, se aproximava das 23:30 e eu ali naquela torre no maior tedio, ao olhar pra cidade eu via uma decoração de natal bem adiante, a cidade estava tão linda e bem enfeitada que me recordei da época que eu era criança e esperava ansiosamente pela Magia do Natal, lembrei dos momentos que passei junto com minha família, dos presente de soldadinhos de plástico que ganhava dos meus pais na infância. Essa nostalgia tomava conta da minha mente naquela noite, e era tao lindo voltar no passado através de uma simples lembrança.
— Ta sabendo das noticia Sargento? — Falou um companheiro de vigilância que estava em outra torre a 4 Metros da minha.
—Que noticias? — Perguntei sem muita importância.
— Os Voluntários para missão na Argentina acabaram de chegar.
— Boa sorte pra eles.
— Nesse momento eles devem esta em combate com aqueles Psicopatas — Falou enquanto ajeitava sua Sniper no Ombro.
— Que bom pra eles — Falei em tom de Ironia e tedio ao mesmo tempo.
Naquele momento só conseguia pensar no meu amigo.
Math poderia está morto nessas horas. A preocupação me dominava, mas continuei calmo e seguir meu trabalho.
— Ei Sargento — Uma voz soava no radio. — Está me escutando?
— Aham.
—Como estão as coisas por ai?— perguntou o soldado pelo radio.
— Primeiro me diga quem é você baby.
— Olha para traz que você me verá de Guarda ali naquela torre — Falou o estranho.
Olhei para trás e me deparei com um antigo amigo de patrulha da Selva.
— Eduardo! — Que saudades Brother— Eu realmente estava surpreso.
— Pois é cara, hoje à tarde fui transferido para cá. Fiquei sabendo que os recruta daqui estão todos em missão e esse deve ter sido o motivo da minha transferência.
Eduardo era um Cabo da outra divisão, tinha o cabelo espetado, altura media olhos puxados e uma expressão de alegria que sempre acompanhava o rosto dele, sempre sorridente e de bem com a vida.
— Pelo menos agora vou ter uma companhia nessa "espelanca" a... — Ia continuar a falar mais fui interrompido pelo Capitão.
— Olliver vai dormir guerreiro. A noite está tranquila e conseguimos mais três recrutas para ficar de vigia essa noite.
— Essa foi a melhor frase de hoje Capitão " Vai dormir ". Você não sabe o quanto eu estou cansado e querendo dormir, obrigado. — Disse com muita gratidão e desci a "Torre".
— Vai la Sargento. Boa noite.
— Boa noite, Capitão.