Há uma semana Marina vivia um pesadelo. Acordou todos os dias daquela semana esquecendo-se da existência do homem no quarto ao lado, até perceber que às 7 enquanto estava na mesa do café da manhã, ele estava enfim, subindo para o seu quarto após uma noitada qualquer. Por Deus! Ele não era seu marido, apenas dividiam uma casa. Ela se perguntou quanto tempo mais aguentaria, Gabriel não lhe dirigia a palavra e nem ela a ela, era um inferno viver com uma presença constante sobrecarregando a energia da sua casa. Uma manhã atípica havia começado, isso porque seu marido resolveu juntar-se a ela no café da manhã. Ela se aproximava da mesa quando notou a presença masculina, em resposta apenas ergueu as sobrancelhas, ele a respondeu com um grande e falso sorriso. Gabriel sempre tivera esse tipo de

