Ao sairem da fortaleza juntos Adrian e Hans foram calados no caminho até o vilarejo, tinham deixado os poucos pertences que tinham pra trás, tinha sido decidido que ambos voltariam pra matilha de Henry e contariam a mesma história, que perseguiram os vampiros, mas foram atacados com acônito e mordidos, não se lembravam de mais nada depois disso, nem qual vampiros os mordeu, acordaram num acampado perto de Córdoba, pois o combinado era eles ligarem pra Henry assim que chegassem em Córdoba pra serem resgatados, já Romeu apareceria depois, entre Jaén e Córdoba mas Adrian disse que não voltaria pra Matilha Lua de Prata, voltaria pra sua própria matilha, não queria ver Henry e nem falar com ninguém, Hans o confrontou que ele estava começando a fazer tudo errado, mas Adrian não se importou, queria ficar sozinho, estava triste e frustrado, assim que voltou a si depois da transformação, seu primeiro pensamento foi em Ayla, iria com ela pro Himalaia, entregaria sua matilha pra Romeu e seguiria ela, mas ela os havia abandonado, havia ido embora, sentiu raiva e pânico, agora precisava pensar, a paixão que sentia pela alpha parecia cada dia mais forte, tentou aplacar aquele sentimento com uma parceira depois que ela ficou grávida de Henry, mas isso só provou que Ayla era a loba que amava e agora uma vontade desesperadora de estar perto dela, uma angústia pra vê-la, não o deixava raciocinar, no vilarejo, chamaram a atenção, mas não se preocuparam com isso, pegaram uma condução pra estação de trem mais próxima, no caminho Hans notou uma marca suave de duas presas no pescoço dele, aquele alpha tinha pedido pra ser mordido num lugar muito pessoal, o instinto de Hans gritou e naquele momento Hans teve a certeza que a intenção de Adrian não era só ajudar Ayla, era ter a alpha pra ele, não insistiu mais pra seguirem o combinado, esperaria Romeu aparecer e conversariam pra saber o que fariam, chegaram a estação de trem, compraram passagens e sem se despedir de Hans, Adrian pegou o primeiro trem pra Granada, deixando Hans irritado e preocupado, Hans chegou em Córdoba já a noite e ainda na estação de trem ligou pra matilha de Henry que recebeu a notícia de que ele estava bem e percebeu que Henry parecia aliviado, o alpha perguntou pelos outros, ele disse que Adrian voltou pra matilha dele, mas não sabia de Romeu e enquanto esperava eles chegarem, ficou repassando o que seria dito e falando o tempo todo, a conjuração da mentira, iria funcionar, tudo daria certo, os alphas não sabiam que eles estavam envolvidos com bruxas, não desconfiariam de nada, não havia motivos, não havia memórias, ainda era noite quando dois carros cheio de lobos com Martin, chegaram a estação para buscá-lo, Conrad estava com eles também e assim que o viu notou que Hans estava diferente, o magnetismo diferente, parecia mais forte e Hans contou a eles o que lembrava de ter acontecido, Conrad ficou alarmado enquanto Hans puxava a camisa e mostrava a mordida cicatrizada no ombro, Martin, assustado, foi ligar pra matilha pra avisar que tinham resgatado Hans e o que tinha acontecido com ele e Adrian, Henry perguntou como ele estava e informou que Romeu também tinha ligado pra matilha e pediu pra irem buscá-lo na fronteira entre Córdoba e Jaén, que fossem pegá-lo e voltassem imediatamente pra matilha e assim que encontraram Romeu, esse contou a mesma história que Hans, sabia que tinha sido mordido, mas não sabia como tinha ido tão longe e nem quem o mordeu, Romeu ficou irritado quando soube que Adrian tinha voltado pra matilha dele sozinho, mas disfarçou e sem que ninguém percebesse, trocou um olhar de entendimento com Hans que também não aprovava aquela atitude de Adrian, voltaram todos em silêncio pra matilha, vez ou outra viam Conrad com o olhar desconfiado pra eles pelo retrovisor, mas ficaram tranquilos, chegaram na matilha e os lobos de Romeu o aguardavam, sentiram alívio por ele estar vivo, os lobos de Adrian resolveram partir imediatamente de volta pra sua matilha ao saber que seu alpha, apesar de estar bem, tinha sido mordido, a verdade era que os lobos ao saberem que tinham um alpha híbrido, um sobrevivente da ação dos vampiros, começavam a vê-lo como um Deus, um alpha abençoado pela Deusa Luna que deu a eles o poder das trevas e Romeu soube disso ao ler o mental de seus lobos, Henry os recebeu com alívio e interesse, além dele mesmo, havia agora mais três alphas mordidos, entraram e foram conversar sobre o que se lembravam, contaram a mesma história, saíram da matilha cada um numa moto atrás dos vampiros, num determinado momento, perderam o rastro e foram atacados, só lembram da mordida, da dor que sentiram e mais nada, Romeu mostrou sua mordida na mão e Hans a dele no ombro, todos curiosos, disseram que se sentiam mais leves, revigorados e os alphas comentaram que o magnetismo deles tinha uma vibração parecida com a do alpha Henry agora, esse se sentia confuso, a mordida dele, era diferente da mordida de Romeu e Hans, comentou isso com todos que repararam também nesse detalhe, a mordida dos dois alphas, tinha a marca de duas presas, enquanto a de Henry parecia que tinha sido marcado por uma companheira, tinha a marca de todos os dentes, Romeu e Hans conjuraram o feitiço da mentira e ficaram firmes, afirmaram que Henry foi marcado por Magnus, um mestre, enquanto eles não e talvez fosse por isso a diferença, isso acalmou a desconfiança no alpha, mas seu instinto gritava e sua dor no peito parecia cada vez mais forte, disfarçou e disse que estava realmente agradecido a Deusa Luna por eles serem iguais agora, estarem vivos e disse que os apoiariam nessa nova vida, eles agradeceram, Romeu também disse que precisava ir embora, queria ir até a matilha de Adrian, estava preocupado com ele, queria saber como ele estava, Henry disse que ligou pra matilha dele e a beta Inês informou que seu alpha não queria falar com ninguém, tinha chego bem, porém estava isolado, Hans olhou de soslaio pra Romeu que não devolveu o olhar pra não levantar desconfianças, mas Conrad já estava desconfiado, não havia motivos, porém não acreditava na história daqueles alphas, ninguém lembrava de quase nada naquele ataque, nem mesmo ele.