Capítulo 7

624 Palavras
Alysha caminhava tranquilamente pelo imenso palácio quando foi surpreendida com irritante voz de Suria atrás de si. — Sua grande ulu, por Alah Alysha, como pôde trair a própria irmã desse jeito? Alysha não sabia o porque de Suria tê-la chamado de estúpida e tão pouco sabia o motivo de ter-lhe dito que foi traída. — Namasté Suria. Do que falas? A princesa permaneceu em sua extrema paz enquanto observava a irmã que faltava pular em seu pescoço, Alysha ainda estava abalada demais com o casamento do homem que amava, não tivera vontade alguma de brigar com Suria. — Oras, não faça-se de desentendida, sei muito bem que meu noivo agora será seu marido em poucos dias. Alysha a olhou espantada, não sabia do que Suria estava falando, de onde essa garota havia tirado isso? — Estás mesmo louca, sim? Não me casarei com ninguém Suria. — Não é o que todos comentam Alysha, não seja dissimulada. Sei que papa não faria isso sem seu consentimento. — Pois se for verdade, saiba que fez. Alysha saiu pisando duro apressadamente em busca de seu pai, enquanto soltava grunhidos nada femininos. O sheik estava sentado pomposamente em sua imensa e confortável almofada. — Papa, diga-me que o que Suria diz é mentira. O sheik levantou-se imediatamente enquanto fitava a filha, Alysha conhecia bem demais aquele olhar para saber que Suria não havia mentido, a princesa sentiu seu corpo estremecer diante da possibilidade de ser obrigada a casar-se com um entranho e de nunca ser feliz em seu casamento. Apesar de ter crescido em um lugar aonde a maioria dos casamentos são arranjados Alysha sempre sonhou com o amor, amaldiçoou baixinho Ravi, se não fosse por ele não teria que passar por isso. — Por Alah, quando pretendia me contar que me casaria com um desconhecido? Estás louco papa? Não podes dar a minha mão a um homem sem que eu saiba disso primeiro, o mínimo que o senhor devia fazer era contar-me. Alysha falava incontrolavelmente enquanto o sheik lhe observava. — Suniedy. Raj deu um grito que Alysha jurou que poderia estrondar todo o palácio, mas obedeceu-lhe. — É verdade Alysha, Suria casaria-se com ele pois a essa altura você já estaria casada... com Ravi... Houve uma pausa, o sheik sabia o quão aquele assunto ainda machucava sua pequena e doce Alysha e o que ele menos queria era ter que toca-lo perante sua filha, mas a ocasião não lhe deixou opções, viu a dor presente nos olhos da princesa e se recriminou por isso. Prosseguiu... — Então ela seria a mais velha depois de você e a próxima a casar-se, mas nenhuma de suas irmãs poderão casar-se se você não se casar primeiro, e esse matrimônio não pode ser adiado Alysha, ter o marquês em nossa família me dará união com os Estados Unidos. Alysha entendia, e por mais contrariada que ficasse com as normas de seu país sabia que não havia nada que pudesse fazer. Mas como a boa cabeça dura que sempre fora não aceitaria tão calada assim, tentaria até o último momento fazer com que seu pai a ouvisse. — Não me casarei com esse homem que eu sequer conheço, não me peça para fazer isso, por favor. Seu amoroso pai a olhou com muita fúria nos olhos, Alysha sabia que ele estava prestes a explodir. — Não dificulte as coisas para mim Alysha, eu lhe imploro. — O senhor as facilitou para mim quando deu minha mão a um homem que eu não conheço papa? Por favor, não faça isso. — Basta Alysha, você será entregue ao inglês. Alysha chorou quando o pai lhe deu as costas e tudo que ainda estava preso dentro dela saiu como um avalanche.
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