Natal havia passado e o ano novo chegado. Novas oportunidades, novas pessoas para conhecer e se afastar, novos acontecimentos, novas histórias para contar aos seus filhos e netos no futuro. Junan, como era de se esperar, ficava cada vez mais ausente no apartamento por conta da sua investigação. Todos os dias ele saia e voltava a noite. Perguntava o motivo dele estar se esforçando tanto e ele me dizia que era para nós dois tivéssemos uma vida mais tranquila sem ter pessoas nos querendo matar por vingança ou por outros motivos. Não estranhava nenhum pouco ficar sozinha naquele apartamento, por ironia do destino, havia me acostumado tanto que tão pouco me importava se alguém estava ao meu lado ou não. Minhas crises e alucinações estavam cada vez mais raras, mas os pesadelos e as supostas r

