Por Antônio Rocha A caminhonete anda pela cidade e pega um longo trecho de estrada de terra, até que finalmente a vejo adentrando por um portão alto, com muros também altos. Mantenho uma boa distância, e espero os outros policiais chegarem. Dr. Bruno quer tomar a frente da situação, mas eu não deixo, é a minha filha que está lá dentro! -Delegado Rocha, o árabe é barra pesada. Acho melhor você ter cautela, a sua filha está com ele, pela primeira vez o Saulo questiona as minhas decisões. -Ele não vai matá-la! - disse sem saber o porquê direito, mas minha intuição insistia com esse pensamento. -Vamos cair pra dentro, vamos derrubar a casa desse árabe desgraçado! - gritei para os homens. E começou o bombardeio, e pelo jeito já estavam nos esperando, pois revidaram na mesma intensidade.

