Minha casa virou um canil

4792 Palavras
Oi, geralmente não costumo falar aqui para não atrapalhar a leitura, mas tô passando pra dizer que precisei remover e repostar por causa de alguns erros na ordem dos capítulos!! Boa leitura! Uma semana tinha se passado desde o “acidente” de Lucy. A cidade inteira ficou em luto pela tragédia. Somente hoje, na sexta feira que as pessoas voltaram a monótona rotina de sempre. Alguns ainda choravam pelos cantos - ou fingiam. No velório, eu não me fiz de renegada e apareci por lá. Para falar a verdade nunca fui em um velório dos tempos modernos. A última vez que acompanhei o funeral de alguém foi de um rei na idade média que é um pouco diferente de hoje em dia, lembro-me que no enterro desse rei ele fora cremado. Seu corpo estava sobre toras de madeira, nos seus olhos foram cobertos por moedas de ouro e mesmo no leito de sua morte, ele vestia dignamente com seu poder. No cemitério eu não fui porque quis, mas sim para manter a aparência e também ver como os humanos reagiam perante a morte de outro. Porém o que me surpreendeu, na verdade nem tanto, foram algumas pessoas se fingirem destroçadas pela morte da criança sendo que na verdade não se importavam tanto assim. Só fizeram um pouco de drama para chamar atenção ou não fazer feio na frente dos parentes. No meu caso eu não esbocei nenhuma expressão, não ri durante o enterro, pois não sou tão r**m assim a ponto de rir de uma pessoa mesmo que ela seja insignificante para mim, mas também não fiquei triste, chateada ou algo do tipo. Para disfarçar minha expressão de entediada coloquei um óculos de sol nos olhos e fiquei junto com minha filha um pouco mais afastada, protegendo-nos com guarda-chuva a garoa que caia no momento. Pessoas que eu nunca havia visto antes estavam lá, e todas essas nos encaravam por finalmente conhecerem as novas moradoras. Uma coisa que não mudava nunca era a fofoca, nem mesmo durante o enterro as pessoas não paravam de fofocar, mesmo depois do caixão de Lucy lacrado embaixo de sete palmos as pessoas ficaram lá para fofocar, fofocar e fofocar. Esse povo não sabe fazer outra coisa. Os Jauregui também foram para mostrar generosidade. Fiquei até o último punhado de terra que fora jogado em cima do caixão. As pessoas aos poucos foram colocando flores sobre o túmulo até mesmo Clara e Michael colocaram. Depois que as pessoas pararam de colocá-las eu não faria diferente, então me aproximei do caixão junto com Sofia, e peguei a única rosa vermelha que estava em sua mão esquerda jogando-a sobre o túmulo. Quando ergui minha cabeça encontrei os olhares arregalados dos vampiros me avaliando e o que eu fiz foi apenas sorrir debochada para em seguida virar as costas e ir embora caminhando tranquilamente com minha filha enganchada em mim. Enquanto andava senti olhares nas minhas costas, mas ignorei-os sabia que era apenas os Jauregui que nos observava. Aposto que eles deviam estar se perguntando como eu podia ser tão fria ao ponto de matar alguém e depois na cara de p*u aparecer no enterro e por cima de tudo não sentir nada sobre a morte dela. Mas eles precisavam entender de uma vez por todas que eu não era boazinha e nunca fui. Os únicos que eu realmente tive pena mesmo foram dos pais de Lucy. Eles sim sofreram, eu sabia exatamente como era essa dor. Esse foi o único motivo que me senti m*l por matá-la, eu senti isso por eles e não por Lucy. Essa era uma humana fútil que eu pouco me importava. Sobre os detalhes que Troy falou que eu “esqueci”, não foi nenhum problema para mim. Apenas fiz que na cabeça das amigas de Lucy acreditassem que ela foi embora porque estava se sentindo m*l. E no caso sobre o acidente, fiz com que as evidencias foram que por ela estar m*l acabou perdendo a direção fazendo o carro capotar varias vezes. E ainda para facilitar o caso foi o Dr. Michael que fez o laudo da morte da menina. Nos dois primeiros dias alguns dos Jauregui ficaram meio receosos para fala comigo, diferentemente de Normani e Dinah que agiram normalmente como se nada tivesse acontecido. No caso de Ally, eu realmente não liguei por ela ter ficado um pouco afastada, ela era assim, pelo seu comportamento tenho certeza que ela nunca matou um humano. A baixinha valorizava a vida humana por isso ela estava como estava. Já os outros Jauregui, não fiz questão de saber o porquê de agirem daquela forma. Porém nem mesmo depois da morte da menina eles não se afastaram fisicamente. Eles chamaram Sofi e eu para passar o intervalo com eles, mas como sabia que a situação não ficaria agradável, resolvi me sentar em uma mesa afastada. Depois disso, os dias foram passando e eles ficaram mais amenos entre nós, até tudo voltar ao normal. Eu também contei aos lobos o que fiz, eles não gostaram nenhum pouco, gerou uma pequena confusão, me dando sermões. Vê se pode! Eles estavam ali para proteger os humanos de vampiros e não o fizeram quando matei uma, essa foi a relutância deles, no entanto para eles eram mas fácil de lidar com a situação por não terem conhecido Lucy, e depois que Sofi contou a Shawn a briga que teve com a defunta, ele ficou mais aliviado. Shawn não gostava que ninguém fizesse algo contra Sofi, por mais i****a que seja. Agora eu estava aqui esperando essa maldita aula de educação física acabar. Eu estava sentada na arquibancada enquanto Sofi estava deitada com a cabeça sobre minhas pernas. Eu fazia carinho em seus cabelos, alguns alunos achavam essa atitude estranha para eles não era normal existir uma harmonia tão grande entre “irmãs”, na cabeça deles irmãos tinham que brigar ou discutir sempre, coisa mais i****a que eu já ouvi falar. Estava só esperando os últimos minutos da aula acabar para ir embora, quando três meninos apareceram na nossa frente. A sombra que fez nos olhos de Sofi por conta do corpo de um deles que era alto e magricelo a fez abrir os olhos para encará-los. – Posso ajudar em algo? – Perguntei educadamente. – Nossa que voz. – Ouvi um deles sussurrar baixinho para si mesmo. Eu contive a vontade de revirar os olhos e esperei-os apenas continuar. – Eu queria... Saber se voc-vocês... Gostariam de hãm... – O garoto moreno estava atrapalhado em suas próprias palavras. – Ele quer saber... Se vocês gostariam de ir à festa dele... Neste sábado. – O outro que se eu não me engano sentei ao lado no primeiro dia de aula falou. – Mas a cidade ainda não está parada para “festas” por causa do luto? – Eu questionei. – Bem, sim... Mas temos que voltar a viver nossas vidas... Por Lucy, ela não iria gostar que ficássemos chorando por ela o tempo todo. Ela iria querer ver a gente feliz. – Ele tentou explicar. Humano hipócrita! Usou a desculpa que a garota morta não ia gostar, sendo que nem era a verdade. Qualquer um podia saber pela arrogante que ela foi, gostaria que colocasse um feriado nacional no calendário pela sua morte. – Hum, entendo. – Eu realmente entendia, entendia o quão merdas eles podiam ser, mas deixei esse pensamento só pra mim. – Então vocês irão? – O primeiro que falou com nós duas voltou a perguntar depois de um tempo que viram que eu não iria dizer nada. – Qual o nome de vocês mesmo? – Sofia perguntou na cara dura. Eu quis dar risada pela cara indignadas deles quando ela fez essa pergunta. – Vocês não sabem? – O terceiro perguntou me encarando. Eu claramente conhecia esse que era o Mike, era o único também, mas como eu só falei uma vez com ele, fingi não me lembrar. Eles só achavam que por serem populares tínhamos o direito de saber seus nomes. Repito novamente eles não passam de uns merdas. – Desculpa, mas não. – Falei desinteressada. Isso parece tê-lo irritado um pouco, pois suspirou fundo uma vez antes de continuar. – Eu sou o Mike, e estes são Tyler e Eric. – Ele apontou para cada um de seus amigos. – Então meninos... Desculpe, mas é claro que nós... – E antes que eu pudesse recusar o convite deles, Sofi me corta. – Nós vamos. – Ela respondeu entusiasmada. Encarei-a sem acreditar. Ela tinha mesmo aceito o convite deles? – Ótimo. – Falou Tyler todo sorridente. – Espero vocês amanhã em casa. Ele passou o endereço dele para nós, mas em nenhum momento abri minha boca. Eu fiquei apenas em silêncio esperando a saída deles. Assim que eles se afastaram o suficiente. Abaixei meu rosto para olhá-la. – Então por que aceitou o convite? – Perguntei enquanto arqueava uma sobrancelha. – Sempre que nos chamam para uma festa, independente se seja na faculdade ou ensino médio nós vamos. – Ela deu de ombros. – Sim, aceitamos. Porém só aceitamos para irmos nos alimentar dos convidados. – Eu esclareci. – Qual o seu real motivo para ir, já que não pode beber sangue humano? – Perguntei interessada. – Simplesmente pelo fato de que eu vou levar Shawn comigo para mostrar a todas essas pessoas que eu tenho alguém e que Shawn é meu. – Então esse é o motivo? – Sorri. – Não, você também vai poder se divertir. Alimentando-se das pessoas. – Sofi deu um sorrisinho. Já eu ri alto. – Pelo menos dessa vez não haverá nenhuma morte na festa. – Será a primeira festa que vamos e não terá mesmo. – Ela concordou. – Tudo porque você virou vegetariana. – Eu ri. – Exato. – Ela fez uma careta. – Por enquanto. O sinal tocou e saímos para ir embora. Para a nossa surpresa quando chegamos ao estacionamento, três figuras enormes estavam parados encostados no meu carro. – Eu espero que não entre pulgas no meu carro. – Eu zombei. Shawn deu uma risada irônica. – Muito engraçada. – Ele disse. – SHAWN! – Sofi gritou e correu para ele na velocidade humana que prontamente estendeu os braços para segurá-la e dar um selinho. Sim, vocês ouviram direito. Nessa semana Shawn começou a dar selinhos de comprimento e despedidas na minha filha. Na primeira vez que ele fez isso me olhou preocupado esperando eu matá-lo, mas quando viu minha expressão divertida se tocou que eu fingia desde o início que eu não gostava dos dois se beijando na minha frente, então depois disso ele ficou mais tranquilo. – Sofi, tudo bem com você? – Ele perguntou com um sorriso largo estampado no rosto. – Agora estou melhor. – Ela respondeu. – Fico feliz por alegrar seu dia. – Ele disse contente. – Oh, não é por causa de você que estou feliz e sim de uma festa que vou com a Mila. – Ela se soltou do abraço dele. Shawn ficou boquiaberto por um tempo, enquanto os outros dois amigos riam dele e eu os acompanhava. – Que festa? Como assim? – Ele falou bravo. – Eu não vou deixar você sair sozinha por aí. – Primeiro não somos namorados... – Antes que ela pudesse continuar a pronunciar Shawn a cortou. – Não seja por isso, você é minha namorada. – Ele disse com um sorrisinho cínico, mas Sofi ignorou-o. – Segundo Kaki também vai comigo e você também. – Ela continuou. – Então ótimo! Eu irei para lá como seu namorado. – Shawn estava satisfeito. – E nós vamos poder ir? – Perguntou Austin. – Claro. – Sofi respondeu simplesmente. – Aê, cara! Temos algo de bom pra fazer nesse fim de semana. – Austin deu um tampinha no Paul. – Sofia, a festa nem é sua! – Eu falei. – E quem disse que me importo? – Ela de ombros. – Além do mais, não seria uma festa de verdade se não tiver penetras. – Ela piscou pra mim. – Claro, não seria você se não o fizesse. – Eu sorri travessa. – Sabe, só acho que você deveria deixar claro a real situação para os garotos, que você está os chamando, especificamente o Shawn para mostrar a todas as garotas de Forks que ele já tem dona. – Enquanto eu falava, vi o seu sorriso diminuindo até ficar séria. Eu ri da sua cara. Pude perceber que os alunos novamente olhavam para nós. Céus, será que eles não tem nada para fazer além de ficar escutando a conversa dos outros, ou pelo menos tentando já que eles não escutavam quase nada. – Então quer dizer que a senhorita está preocupada se alguém der em cima de mim? – Shawn zombou cutucando a barriga dela com o dedo indicador. – Ignore a Mila! – Ela murmurou cruzando os braços. – Não disse nenhuma mentira. – Esclareci erguendo as mãos para cima. Sofia olhou para mim emburrada. Ela não ficou nenhum pouco feliz com a minha brincadeira. – É claro que não, Mila. – Shawn virou o corpo de Sofi para ficar de frente a ele, para então passar os braços pela sua cintura. Shawn aproximou-se do seu ouvido. – Eu sou seu. Somente seu. – Ele sussurrou. Eu vi minha filha ficar arrepiada. Revirei os olhos e ignorei-os virando para os outros dois. Senti o cheiro dos Jauregui entrar no meu nariz, pelo visto todos eles estavam no estacionamento. E igual aos alunos estavam escutando nossa conversa. – Então o que fazem aqui? – Perguntei direta. – Vim matar a saudades. – Paul falou se aproximando de mim. – E eu vim com Shawn para convidar você a ir à praia hoje... Claro que Sofi também. – Austin completou a última frase apressadamente. – Desculpe meninos, mas hoje eu não vou a La Push. – Eu recusei. – Ué, por que não? Vocês sempre vão! – Austin questionou tristonho. – Essa tarde vou a Port Angeles com Sofi comprar algumas coisas para a casa, então não vai dar. – Expliquei. – Então vou ficar sem te ver hoje? – Shawn fez biquinho encarando Sofi. – Como ficar sem vê-la? – Gesticulei com as mãos para Sofi. – Ela está na sua frente. Eu ri. Shawn revirou os olhos. – Não é a mesma coisa. – Ele sussurrou. – Por que vocês não dormem em casa? – Sofi convidou não só o Shawn, mas os outros dois garotos. Olhei incrédula para minha filha. Como assim ela sai convidando-os para dormir em casa? Tudo bem que eu não ligo e também não durmo, mas ela os convidou sem falar comigo antes. Ah, essa menina está ficando muito abusada! – A minha casa não é canil, Sofia! – Falei séria. Ouvi a risada estrondosa de Dinah, eu sempre tenho vontade de rir mais das gargalhadas dela do que das suas graças. – Ai gatinha, assim você magoa. – Paul encenou colocando as mãos sobre o coração fingindo estar triste. Ignorei-o. – E a ronda de vocês como fica? – Perguntei ao Shawn. – Sam e Brandon podem fazer a ronda de noite. – Ele disse com um pequeno sorriso no rosto. – Ah, vamos Mila não há nada demais eles dormirem em casa hoje. – Sofi olhou para mim e entrelaçou os dedos botando a mão em frente ao seu rosto. – Deixa vai, por favor. – Ela implorou quicando no lugar. Para a minha surpresa, Shawn fez os mesmos gesto que ela e começou a implorar. Eu olhei chocada pela a atitude dos dois. Minha filha quando queria sabia fazer manha, mas não imaginava um cara como Shawn fizesse a mesma coisa. Ainda perplexa com sua atitude somente assenti sem capacidade de dizer nenhuma palavra. Sofi ficou animada e pulava sem parar. – E onde está Seth? – Perguntei. Conhecendo-o como conheço aposto que ele gostaria de estar aqui. – Seth está fazendo prova. Nem ao menos avisamos que íamos vir, se não ele largaria tudo pra te ver. – Austin respondeu. – Então à noite apareçam lá para dormirem. – Eu falei. Shawn e Austin assentiram. – Eu tenho idéias melhores do que dormir. – Paul falou ficando de frente para mim. Olhei para ele e sorri maliciosa. – Ideias? Posso saber qual? – Perguntei enquanto o avaliava de cima a baixo, que pena que agora eles estavam com camisetas e bermudas. É um pecado deixar seus músculos escondido. Ele retribuiu o mesmo sorriso malicioso que o meu. – Não sei, mas podemos brincar. Tenho certeza que você vai adorar. – Ele falou se aproximando cada vez mais de mim. Somente um palmo nos separava. Depois que Paul pronunciou suas palavras, ao longe escutei um rosnado furioso. Ignorei qualquer um deles que fossem, mas fazia ideia de quem era. Paul arqueou uma sobrancelha ignorando o rosnado e esperando eu dizer algo. Estendi minha mão para tocar seu rosto. Pude contemplar os pelos do seu corpo arrepiarem. – Apesar de ser uma oferta tentadora, não sei se você conseguiria dar conta. – Dei um tapinha no seu rosto e me afastei. – Até mais rapazes! Está na minha hora. Sai caminhando para o lado motorista do carro. – Tenho certeza que posso dar mais conta do que você imagina. – Ele gritou. – Conversaremos em casa. – Dei uma piscadela virando o rosto para trás e entrei no carro. Logo em seguida Sofi também entrou e fomos embora. Os Jauregui devem estar furiosos pelos lobos irem dormir em casa e eles nunca se quer entraram. Não podia fazer nada, não fui eu quem os convidei e sim Sofia, mas o que os Jauregui pensavam ou deixavam de pensar pouco me importavam. Talvez a única pela qual eu me sentia m*l é pela Ally. É pelo visto por causa da baixinha eu teria que convidá-los para irem em casa algum dia. Allyson, Allyson! O que eu não faço por você menina? Fora isso esse fim de semana seria agitado. Pois é nem queria ver como seria. [...] Escutei batidas na porta, mas não fui abrir. Sofi que atendesse os convidados, já que foi ela quem os convidou para dormirem aqui em casa. Eu estava deitada de lado no sofá apoiando minha cabeça no cotovelo assistindo tv. Eu estava mudando de canal constantemente para encontrar algo de bom, mas o horário parecia conspirar contra mim, pois não tinha nada de que chamasse minha atenção passando. – Mila! – Ouvi a voz animada de Seth me chamando. Olhei para cima e ele veio correndo me dando um beijo estalado na minha bochecha. – Hey, Seth como está? – Perguntei sorrindo eu adorava esse garoto. – Melhor impossível. – Ele deu um sorriso largo. – Fiquei com saudades de você hoje, não foi na escola me visitar. – Fiz cara de choro. Seth me puxou pelas mãos erguendo meu troco para poder sentar no sofá e depois deitar minha cabeça em seu colo. – Nem me fale Mila, fiquei furioso quando eu soube que os garotos foram te visitar e não me chamaram. – Ele me olhou tristonho. – Me desculpe. – Não se preocupa, Seth. – Estiquei minha mão bagunçando seus cabelos. Seth era o garoto mais divertido da matilha, considerava-o como um irmãozinho apesar de nunca ter falado isso para ele. – Se te anima qualquer dia, eu falto na escola só para te pegar na sua. – Dei uma piscadela para ele. Seus olhos brilharam. – Você faria isso mesmo? – Ele perguntou entusiasmado. Eu sorri assentindo. – Ah, então segunda mesmo você vai lá me pegar. – Que pirralho mandão. – Leah falou entrando na sala. – Que ótima maneira de nos recepcionar, hein Mila! Só lembra do meu irmão. – Eu só conversei com seu irmão, porque foi ele que veio falar comigo. – Ironizei. – Mas peço desculpa Leah, como está? – Que humor! – Ela falou sarcástica. – Estou ótima. – Não imaginei que você viria hoje. – Falei sincera sem ser grossa. – E deixar você sozinha na mão desses meninos? – Ela falou com um certo tom assustado acentuado na sua voz. – Porque você provavelmente acabará matando algum deles e eu quero estar aqui assistindo de camarote. – Ela sorriu. – Acho que seria melhor se você fosse a protagonista do que um telespectador que tal? – Perguntei rindo. – Formaríamos uma ótima dupla. – Tenho certeza que sim. – Ela concordou. Tínhamos acabado de conversar e os meninos entraram na sala, olhei surpresa ali estavam: Shawn, Austin, Paul e Brad. Veio praticamente quase toda a matilha. Quando Shawn falou que Sam e Brandon ficariam fazendo rondas, não imaginei que todos os restantes da matilha viriam. Sofia me pagaria por convidá-los, mas se bem que pelo menos assim não passaríamos o fim de semana entediadas. – Então o que podemos fazer de bom? – Perguntou Brad. – Eu não faço ideia no que vocês costumam fazer. – Sofi respondeu. Os garotos se entreolharam. – Comer. – Gritaram em coro. Grande surpresa. Revirei os olhos. – Fiquem a vontade a dispensa está cheia. – Sofi apontou com a cabeça a direção que ficava a cozinha. Os meninos caminharam para lá, só Seth que não fez nenhuma menção de sair de onde estava e Leah que tinha acabado de se jogar no outro sofá. Eu olhei para Sofi séria, assim que ela me olhou entendeu exatamente o que eu queria dizer, nem sequer precisei falar com ela mentalmente. – Assim que vocês usarem a cozinha façam o favor de limpar. – Minha filha gritou. – Já basta mamãe ter me feito limpar a bagunça que Shawn fez quando veio a última vez aqui, não vou limpar dessa vez, que fique bem claro a responsabilidade dos senhores. – Não enche Sofi. – Austin gritou da cozinha. Não resisti e ri da cara indignada que Sofi fez, mas um estalo se fez assim que ele falou. Shawn provavelmente deu um tapa no Austin. – E você Seth não vai se juntar a eles? – Questionei virando meu rosto para encará-lo. Seth por sua vez estendeu seus braços no encosto do sofá. Ficando completamente a vontade. – Eu não, estou muito mais confortável onde estou. – Ele falou com os olhos fechados. Ficamos conversando por um bom tempo e mesmo os meninos na cozinha participaram da conversa enquanto preparavam suas refeições. Depois que ouvimos algo se quebrando lá de dentro, Leah se levantou do sofá para botar a ordem. – Está pronto, Seth! – Shawm gritou. Só foi ele falar e o estomago de Seth roncou. Eu olhei pra ele e cai na risada. Seth por sua vez virou o rosto e ficou vermelho. – Vai lá comer. – Falei enquanto me levantava. – Vai antes que você comece a comer os meus moveis. Ele revirou os olhos, mas logo saiu correndo quando Austin gritou avisando que não sobraria nada se ele demorasse. Quando todos voltaram para sala me surpreendi com a quantidade de comida que eles tinham em seus pratos. Eu vejo os humanos comerem essa coisas nojentas, mas a quantidade que eles tinham em seus pratos tinha o triplo de um prato comum. Leah não estava atrás seu prato era tão enorme quanto os deles. Os meninos colocaram num jogo de futebol que estava passando e gritavam com as bocas cheias quando um jogador perdia um touchdown ou um Field goal que são as maiores pontuação do jogo americano, pois é eu entendo um pouco de jogos. Eles terminaram de comer e ficaram lá assistindo até o jogo acabar e quando finalmente deu o fim, Sofi os obrigou a lavar a louça ela não queria em hipótese alguma lavar a louça de novo. Assim que estava tudo arrumado na cozinha eles voltaram pra sala e se revisaram se sentando nos sofás ou no chão. – Então o que podemos fazer agora? – Brad perguntou. Eu dei de ombros, eu não estava afim de fazer nada mesmo. – Por que não vamos para a piscina? – Sofi perguntou animada até hoje desde que viemos para cá, não chegamos usar a piscina e minha filha comentou esses dias que estava com vontade de nadar. – Vocês tem piscina aqui? – Shawn perguntou surpreso. – Sim! Por que o espanto? – Sofi não entendeu por que ele ficou surpreso, pra falar a verdade nem eu entendi. – Mais vocês compraram a casa pronta não é? – Sim. – Bem, é que... é meio surpreendente com o clima frio daqui de Forks. É praticamente impossível para os humanos entrarem na piscina com a água completamente congelada. – A piscina é térmica, por isso que o antigo dono construiu. – Sofi explicou. — Ah demorou, mesmo que não passamos frio, vamos ligar para aquecê-la. Os meninos ficaram eufóricos, não esperaram nem Sofi colocar a piscina para aquecer que saíram correndo jogando suas camisas pelo caminho e pulando dentro da água. Eu não iria entrar na água, então subi pro meu quarto só pra pegar um livro pra mim, puxei Leah comigo porque ela não tinha nenhum biquíni, então tratei de pegar um e entregar a ela, logo em seguida descemos e eu me sentei em uma das espreguiçadeiras que ficava ao lado da piscina. Acendi as luzes para iluminar o local escuro, e abri o livro na página em que parei e comecei a ler. Fiquei uns bons minutos lendo até que Leah resolveu sair da piscina e se sentou ao meu lado. – Mila você não vai entrar, não? – Perguntou ela. – Não, está mais interessante ler. – Levantei o livro como se estive mostrando o que lia. Leah inclinou a cabeça um pouco para o lado, para que pudesse ler o título. – Você gosta de Shakespeare? – Ela perguntou curiosa. – Sim, já leu algum livro dele? – Perguntei. Leah fez careta e negou com a cabeça. – Hamlet é um bom livro. – Mila, que tal deixar esse livro de lado e entrar aqui na água? – Gritou Paul. Parei de ler e o encarei. – Eu não estou afim de trocar de roupa. – Dei de ombros e voltei a ler. – Melhor ainda, não precisa usar roupa se não quiser. – Paul piscou e deu um sorrisinho malicioso. Fechei o livro e o observei. – Que tal o seguinte, eu entro ai dentro só se você tirar sua bermuda. – Eu falei retribuindo o mesmo sorriso. – Estou sem cueca por baixo. – Ah isso deixava a situação melhor ainda. – Facilita mais ainda. – E depois que entrar, vai tirar sua roupa? – Ele perguntou com um sorriso largo. – Você terá uma surpresinha quando eu entrar ai. – Falei maliciosa. Sofi resmungou e saiu apressadamente da piscina dizendo que não queria presenciar a cena. Shawn foi com ela. Os restos dos meninos ficaram lá dentro esperando ver o que aconteceria e torcendo para que eu tirasse a roupa. Leah revirou os olhos e deitou na espreguiçadeira olhando para o céu n***o. Paul não esperou muito e tratou logo de tirar sua bermuda, os meninos estavam boquiabertos. Não pensei que eles realmente fossem acreditar que eu daria uma boa trepada com Paul na frente de todos. Revirei os olhos pela imaginação deles. O garoto ficou nu ali na minha piscina na frente de todos e segurava sua bermuda em uma das suas mãos sem vergonha nenhuma. – Pronto agora é sua vez. – Ele disse. E eu fiz o que tinha dito, por sorte eu estava com uma regata e um shorts só tive que tirar o chinelos. Entrei mergulhando de roupa mesmo, eu que não iria tirar a roupa na frente deles. Enquanto eu mergulhava pude ver seu m****o exposto e e******o. Por um momento me perdi olhando seu amiguinho ou melhor amigão analisando-o detalhadamente, eu conseguia enxergar perfeitamente bem debaixo da água, mesmo no escuro da noite. Quando voltei pra superfície ele estava a centímetros de mim. Seus olhos foram descendo e pararam nos meus s***s. Minha regata estava completamente colada no meu corpo por sorte eu usava um sutiã que era claramente visto através da regata. Seu cheiro era bem fraco, a água da piscina cobria boa parte daquele cheiro de cachorro que ele e todos tinham, então dava para ser facilmente ignorado. Meu sorriso pervertido não se desfez nenhuma vez. Me aproximei mais quase colando nossos corpos. Paul estava sem reação nenhuma, ele me analisava embasbacado no lugar. Aproveitei e coloquei minhas mãos sobre seus ombros e fui deslizando pelos seus braços até chegar aonde queria. Assim que minha mão entrou em contato com sua bermuda. Colei meu corpo no seu e eu senti seu m****o em meu estomago, fechei os olhos porque por mais que eu não fizesse nada fiquei excitada no mesmo momento! Poxa, eu estava na seca há um tempo, mas o pensamento de tê-lo me fez pensar que era errado. Não sabia por que, mas eu não tinha vontade de ter nada a mas com ele. Eu me lembrei que no primeiro dia que fui na reserva tive o pensamento do quão bom seria ter ele na cama com o corpo que tem, mas agora eu não tinha mais vontade nenhuma e era como se alguém tivesse apagado minha vontade de ter qualquer homem me pegando de jeito. Achei essa sensação estranha, pensaria nisso mas tarde e não agora. Abri os olhos e me coloquei nas pontas dos pés para que meus lábios alcançassem seu ouvido. – Agora feche os olhos. – Sussurrei com a voz sexy. Prontamente ele concordou e fechou os olhos. Olhei para os meninos que nos encaravam do mesmo jeito que estavam quando os olhei pela última vez: Choque! Provavelmente Leah e Shawn também estariam assim. Mandei uma piscadela para eles e sorri divertida. – Eu só espero que uns dos seus amigos estejam usando cueca, se não sinto muito. – m*l terminei de falar e puxei a bermuda da sua mão, saindo rapidamente da piscina e correndo rapidamente em direção a casa. Pois é, essa noite daria muitas risadas.
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