DOR DO DIA SEGUINTE

1088 Palavras

O sol m*l havia nascido quando o barulho da porta de ferro sendo destravada ecoou pelo interior da casa abandonada. As meninas, que haviam conseguido cochilar por algumas horas de pura exaustão, se encolheram de imediato. O frio da madrugada ainda dominava o quarto úmido, e o medo já queimava no estômago delas antes mesmo de verem quem entrava. Carlos surgiu primeiro, com o olhar endurecido e um cigarro preso no canto da boca. Logo atrás dele, Afonso carregava uma garrafa de água e um pedaço de pano sujo. Não traziam comida, não traziam gentileza. Apenas a promessa silenciosa de mais um dia de tormento. — Vamos levantar. — ordenou Carlos, a voz grave e firme. Laura foi a primeira a se erguer, com dificuldade por causa das mãos amarradas. Seus olhos vermelhos denunciavam a noite em claro

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