O sol entrava tímido pela janela do quarto em Angra, filtrado pelas cortinas brancas que balançavam com a brisa do mar. Matheus — que ela só conhecia como Charada até a noite passada — despertou sentindo o corpo pequeno de Letícia colado ao dele. Ela estava abraçada à sua cintura, a respiração mansa, mas os olhos já abertos, observando-o em silêncio. — Bom dia, princesa... — ele murmurou, passando a mão devagar pelos cabelos dela. Letícia sorriu, mas seus olhos traziam uma mistura de desejo e vergonha. — Bom dia, Matheus... Ela se ergueu levemente, roçando os lábios nos dele, e o beijo começou suave, mas logo ganhou intensidade. O corpo dela reagia, pedindo mais, mesmo que ainda houvesse uma leve dor da primeira vez. — Você tem certeza? — ele perguntou, a voz grave, os dedos deslizand

