GUERRA

995 Palavras

A madrugada avançava com o barulho dos tiros ecoando por cada viela. O morro parecia tremer a cada rajada, como se o concreto e os barracos fossem feitos de papel. A fumaça se espalhava entre os becos, misturada ao cheiro de pólvora e de medo. Coringa avançava pela rua principal com a arma firme nas mãos, o olhar insano brilhando como uma chama indomável. Ao lado dele, Naipe coordenava os soldados, gritando ordens, organizando barricadas, tentando impor algum tipo de estratégia no meio do caos. — Segura posição! Não deixa eles avançar! — a voz de Naipe cortava o ar, firme, mesmo diante da tempestade de tiros. Os soldados do deputado vinham armados até os dentes, com fuzis modernos, coletes, rádios. A tropa particular parecia mais preparada do que a própria polícia. Não estavam ali para

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