NOITE VAZIA

1001 Palavras

A noite havia caído sobre o morro como um manto sufocante. Depois da explosão de raiva na boca, onde Coringa, Charada e Naipe despejaram fúria contra os vapores, restou apenas um silêncio pesado que acompanhava os três como uma sombra. Eles desceram juntos até a rua principal, mas logo se dispersaram, cada um seguindo para sua casa. O morro parecia morto, sem risadas, sem música, sem o som costumeiro das meninas circulando por ali. Era como se o sequestro tivesse arrancado o coração pulsante do lugar. Coringa, chegou primeiro à sua casa. O portão rangeu quando ele empurrou com força, entrando sem olhar para trás. O cachorro latiu baixo, mas logo se calou, como se também percebesse a tensão que impregnava o ar. Ele respirou fundo e jogou a arma sobre o balcão da cozinha, apoiando as mãos

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