Livro 3 cp2
Hanna
Eu me chamo Hanna, tenho 22 anos sou de santa Catarina, vim para o Rio porque precisava fugir do meu ex, eu sofri muito em um relacionamento abusivo, eu não podia denunciar porque ele era considerado um homem da lei, sei que se eu denunciasse talvez não desse em nada, órfã de pai e mãe, não tinha a quem recorrer, tenho duas irmãs, mais velhas só que eu, mas elas nunca quiseram saber de mim.
Não foi fácil fugir do meu ex, durante alguns meses eu vinha juntando dinheiro pra conseguir fugir, ele sempre me bancou, isso porque não queria que eu trabalhasse, meu deve era está sempre linda e a disposição dele.
Nesse momento eu estou indo pra uma entrevista de emprego, já faz um mês que estou aqui no Rio, eu tenho que me estabelecer o mais rápido possível, o dinheiro que eu trouxe não vai durar muito.
- boa tarde, da licença, eu sou a Hanna.
Eu disse entrando na lanchonete, ontem mesmo eu vi o anúncio e fiquei de vim aqui de manhã, mas não consegui vim.
Felipe - boa tarde, em que posso te ajudar?
-Eu fiquei de vim pra uma entrevista de emprego as 10 horas.
Felipe - mas já são 15:00 horas da tarde.
- Eu não consegui chegar a tempo.
Felipe - Isso eu percebi.
- É que eu acabei me perdendo.
Felipe - E porque não entrou em contato?
- Acabei de ser assaltada.
Ele negou com a cabeça, dava pra ver que ele não estava acreditando no que eu estava dizendo .
Felipe - vamos sentar pra conversar então.
Ele dissse indo pra umas das mesas.
Felipe - você não é daqui da Rocinha não é?
-Não, mas se eu conseguir esse emprego eu me mudo pra cá .
Felipe - Bom, você tem filhos, eesta grávida?
-Não.
Felipe - isso é bom, aqui eu pago um salário mínimo, é das sete da manhã até às cinco da tarde, com direito a uma hora de almoço.
-Tudo bem.
Felipe - Vê a casa pra você mora aí nos acertar.
-Ta certo, o senhor não sabe onde possa ter alguma casa aqui perto?
Felipe - Isso é fácil, vamos.
Quando chegamos na porta da lanchonete ele chamou um rapaz que estava do outro lado da rua fumando.
Felipe - Kaká.
Ele chamou novamente já que ele não tinha escutado.
Kaká - fala .
-Sabe onde tem casa pra alugar?
Kaká - Sei pô, aqui mesmo na esquina tem umas.
Ele disse olhando pra me.
Felipe - Leva ela lá.
Kaká - Agora eu não posso sair do meu ponto não.
-se é aqui na esquina eu posso ir lá.
Kaká - se você não tiver pressa depois eu te levo lá .
- É bom eu resolve isso logo.
Kaká- Eu vou pedir ao chefe a chave.
Ele disse pegando o radinho, em momento nenhum ele tirava os olhos de mim, isso me deixava sem jeito.
Kaká - o chefe já está vindo.
Eu me sentei em uma das cadeiras da lanchonete, o cara ia se sentar também, mas os outros cara que estavam do outro lado da rua chamaram ele, e ele foi .
Depois de um tempo chegou um rapaz em uma moto.
Bryan- Você que é a mina que está querendo ver a casa?
Ele disse me olhando dos pés à cabeça.
-Sim
Bryan- Pois vamos ver logo essa daqui, tem preferência de tamanho ? Preço?
-Não, eu quero uma pequena e barato.
Bryan- É só pra você?
-Sim.
Bryan - De onde você é ?
-Santa Catarina.
Bryan - Longe pra caralh0.
Ele disse abrindo a porta, a casa era bem pequena a sala e a cozinha era junta, tinha apenas um quarto e um banheiro, não tinha muito oque olhar, eu achei legal que já tinha alguns móveis.
-Quanto é o aluguel daqui?
Bryan- Essa tá de R$ 350,00 .
- Ótimo, eu vou querer essa, eu disse tirando o dinheiro da bolsa.
Bryan- Não vai nem olhar as outras?
-Não, vou ficar com essa.
Bryan - Já é, deixa só eu da um papo em tu, aqui no morro quem manda é o crime*r, o chefe não aceita atrasos no aluguel, x9 é sem papo, e nada de patifaria
- Oque é patifaria?
Brayan - confusão.
-Tudo bem.
Ele me deu mais algumas instruções e saiu, eu sair logo em seguida, fui buscar as minhas roupas, hoje mesmo eu já quero dormir aqui.
Eu peguei um moto táxi, e fui pro bairro onde eu estava morando, peguei minhas coisas
Bryan
Falae tropa tudo beleza? eu me chamo Bryan, sou filho mais velho do Théo e da Thalya, eu tenho 18 anos, sou responsável por fazer a segurança do morro, sou o braço direito do meu pai, apesar do meu pai e do meu avô, GG serem autistas eu não sou, os caras brincam dizendo que eu eu tenho alguns parafusos soltos, mas eu sou de boa, gosto de levar as coisas na brincadeira.
Estava voltando pra boca quando meu celular tocou.
Ligação on
- Dá o papo.
Pietro - Vamos encosta lá na casa rosa hoje.
- Hoje é quinta.
Pietro - E oque é que tem ?
- Vou chamar as minas .
Pietro - já é.
Ligação off
Eu nem preciso dizer que sou solteiro né? Pra quer se envolver com uma se eu posso ter várias? Eu acho que a vida é muito curta pra vivermos presos em um relacionamento.
Eu peguei meu celular liguei pra umas minas do jobs, falei pra elas chamarem outras, não estou afim de ficar lingando pra casa uma não.
Eu cheguei em casa, tomei banho e me arrumei pra ir pra casa rosa, essa casa é nossa minha e do Pietro, mas sempre rola umas resenhas que vários caras da família vão. O LC chama de brega.
Thalya - vai sair ?
-Sim, não vou dormir aqui.
Thalya - de novo Bryan?
-relaxa, não vou fazer nada de mais.
Eu dei um beijo na testa dela e sair correndo antes que ela fiquei apertando a minha mente .cheguei na casa rosa, já tinha umas put@s, o Pietro ainda não tinha chegado, ao me ver elas vieram pra cima de mim. Todas só pra mim.
Depois de um tempo meu tio Thiago também chegou, e nada do Pietro.