Capítulo 13

1083 Palavras
Acabei pegando no sono de tanto chorar, estava cheia de sentir tanta solidão, parecia que nunca iria acabar, não queria viver em um pesadelo mas ele nunca passava, a dor a cada dia só aumentava, sentia a falta do Vitor assim como sentia a falta de enchergar, como alguém pode acabar com a vida de outro assim? Sem ao menos saber, Vitor foi o motivo do início do meu pesadelo e ele nem ao menos sabia, isso me deixava confusa e muito assustada, meus sentimentos por ele me deixava muito mau e isso me doía muito, a dor era como se tivesse um buraco no meu coração, sentia como se estivesse solitária o tempo todo, nada preenchia, só conseguia sorrir com o papai ou com as brincadeiras do Juliano, Juliano o médico que ficou muito presente em minha vida, todos os dias me perguntava como seria sua aparência, mas não conseguia nem se quer imaginar. Quando o dia amanheceu acordei com o beijo na testa dado pela vovó Elda . - Oi minha princesa ! Trouxe seu café ! A mesma falou em um tom calmo ,  apenas a ouvir e dei um sorriso de lado . - Eu não estou com fome vovó mas obrigada . - você precisa se alimentar e o doutor Juliano disse que vem te ver todos os dias , lembra que prometeu a ele que iria se alimentar bem ? __ É a vovó não esquecia isso e nem me deixava esquecer, seria um incentivo para eu me alimentar? - não estou com fome vovó , prometo que quanto eu senti fome  como algo . Quando falei isso a vovó deu um beijo em minha testa . - Quando sentir fome pega aqui ta? Ta bem ao seu lado . A mesma falou colocando a bandeja no criado mudo do meu quarto o qual era do lado da minha cama então dava muito bem para conseguir pegar . - ta vovó . Falei dando outro sorriso de lado , logo as enfermeiras chegaram para poder mim ajeitar , não existia situação mais constrangedora para mim do que aquela . Depender das pessoas para tudo nunca esteve em meus planos e sinceramente estava sendo a pior coisa para mim. Depois de tomada banho colocaram uma calça em mim a qual agora não sei que cor é ou se está boa em mim , colocaram uma blusa de manga a qual tinha um tecido muito fofo . - Posso entrar? Ouvir a voz da mamãe assim que a enfermeira tocou em meu cabelo . - pode ! Falei tentando virar para a direção da sua voz , é! Por mais uma vez percebi que minhas pernas não aceitavam mais o  meu comando . - acordou bem ? __ Sua pergunta foi seca, como se não quisesse saber. - sim! A respondi secamente . - Me deixem sozinha com ela por favor . __ Seu tom era de ordem, achei estranho já que nunca dei a liberdade dela agir assim. - mas ainda não penteamos o cabelo dela . _ uma das enfermeiras comentou. - deixa comigo. A mesma falou abrindo a porta e logo após alguns segundos a mesma fechou a porta e a trancou de chave . - Porque trancou a porta ? Quando perguntei senti sua mão pesada em meu cabelo fazendo assim tomar um baita susto . - qui foi? Ta com medo Agatha? __ sua pergunta trazia um ar de sacasmo. - não! Eu não tenho medo de você , nem te conheço apesar de ser minha Mãe . Quando falei isso a mesma puxou meu cabelo enquanto fingia que pentiava . - Olha garota ! Ja basta você está cega e paralítica agora você deu para fazer chiliques ? Sabe o que estão falando de mim ? __ Ela estava muito brava. - não sei e realmente eu não quero saber . Quando falei isso a mesma deu um enorme puxão em meu cabelo e logo em seguida um t**a em meu rosto . - Sabe garota ! Eu não voltei aqui atoa , eu ainda não quero você e nem seu pai mas tem algo aqui que me fez voltar ... Enquanto a mesma falava puxava ainda mais meu cabelo, sua mão era pesada e ela tinha ódio expresso em suas palavras. - por sua culpa sua i****a ! Agora você vai parar de mim rejeitar , você vai fingir que me aceitou entendeu ? __ Continuava a fala, sua fala saia como se ela estivesse com os dentes serrados. - não dá para fingir , eu nem te conheço mas ja te odeio pelo fato de você fazer meu pai sofrer , muito obrigada por ter me dado um pai tão maravilhoso já que você é uma cobra . Assim que acabei de falar levei outro t**a no mesmo lado do rosto o qual agora doeu mais . - Você vai fingir me amar ou eu vou m***r todos que você ama e olha ! Matarei com prazer , você entendeu ? Entendeu Agatha ? A mesma falava enquanto puxava cada vez mais meu cabelo , assim que confirmei com a cabeça a mesma deu mais três tapinhas leves em meu rosto e deu risada , logo após pentiou meu cabelo o deixando soltou para cobrir o machucado do meu rosto . - e o machucado fala que você se machucou tentando fazer algo , esqueci de tirar o anel . A mesma falou com deboche enquanto abria a porta, ela se sentia tão bem em ter me machucado, afinal que mãe é essa? - vai pro inferno! Falei para a mesma a qual riu de minhas palavras e fechou a porta me deixando sentada na cadeira de rodas . Toquei em meu rosto e senti um ardor tinha a certeza que aquilo iria ficar roxo , toquei na cadeira até achar o botão que a controla comecei a tentar controlar aquela cadeira mas estava me batendo nos moveis do quarto, tudo isso estava me deixando estressada, chateada e com muita, muita raiva. Sinceramente  não queria pensar no que tinha acabado de acontecer , só queria chegar até a grande janela do meu quarto a qual  amava ficar perto para ver os flocos de neve cair . Porém agora era diferente pois  não podia os vê mais então desistir de chega até lá, tudo tinha mudado, até as pequenas coisas já não conseguia fazer mais, respirei fundo com um ar de decepção.
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