Capítulo 11

1576 Palavras
Era a manhã de um novo dia , esse seria o começo da minha nova vida , ops! Esse seria o começo do fim . - Não! Você não vai entrar ! - eu quero vê ela ! Eu preciso vê ela ! Marcos , eu há amo . Ouvir barulho de discussão fora do meu quarto , era a voz do meu pai mas a outra voz não sei de quem é . - gente ! Vocês estão na frente do quarto dela , da para vocês irem se resolver em outro lugar ? Ouvir a voz da vovó Elda , eles realmente estavam discutindo . - vovó! Papai! Com quem estão discutindo ? Gritei tentando fazer com que eles me ouvissem . - Olha air ! Vocês fizeram ela ouvir isso , vão para a sala ou outro lugar do hospital e tentem entrar em acordo . Assim que a vovó Elda falou isso abriu a porta e em passos lentos começou a caminhar  em minha direção . - com quem vocês estavam discutindo ? __ Perguntei em um tom curioso pois precisava muito saber o que estava acontecendo, afinal a voz não era conhecida e eu sentia que meu pai estava nervoso e preocupado pois seu tom de voz mostrava isso  - era só um amigo do seu pai meu amor . - sei que é mentira a voz que eu ouvir não é de homem e sim de mulher . __ Falei tentando fazer com que a vovó me dissesse quem era. - calma meu amor , não se estressa . A vovó falou enquanto acariciava meu cabelo . - vocês vivem me escondendo as coisas . __ Falei em um tom irritado, me sentia chateada com. Isso. - não estamos escondendo nada meu amor , logo você saberá quem é . A mesma falou enquanto pentiava meu cabelo . - vovó! Porque cortaram meu cabelo ? Ele era longo e agora está acima do meu pescoço . __ Perguntei assim que comecei a tocar no meu cabelo. - tiveram que cortar para poder te operar meu amor . Assim que a mesma falou isso ouvirmos batidas na porta , eram batidas leves como se fossem de mão de mulher . - pode entrar ! Falei enquanto passava a mão em meu cabelo pois não gostava da ideia dele curto . - eu vou até seu pai meu amor se precisar é só gritar estarei pertinho de você . - nossa vovó parece até que é um assassino que está vindo me vê . Assim que falei a vovó deu um beijo em minha bochecha e saiu batendo a porta. - bom! Quem é você ? Como deve saber eu não posso te vê . Falei tentando ouvir algum barulho para saber onde o ser estava . - Oi meu amor ! Ouvir a voz embargada . - desculpa , mas , eu deveria lembrar de sua voz ? Quando falei isso sentir seu abraço o qual fui pega de surpresa . - não meu amor , você não deveria lembrar de minha voz . A mesma falava enquanto acariciava meu rosto, era um carinho de alguém estranho, não estava nada bem com isso. - e quem é você? Porque me chama de amor ? __ Perguntei segurando seu braço. - eu... Eu sou sua Mãe meu amor . A mesma falou em prantos , sua voz estava quase sumindo pois seus soluços estavam intensos . - você, você é minha Mãe? Como assim? Porque voltou?  Pergunto um pouco confusa . - desculpa por tudo minha filha , eu me arrependo tanto ... - se arrepende de quê? De ter ido embora com outro ? De ter me abandonado ? De ter trocado o papai por outro ? De ter feito o papai sofrer ? De quê realmente você se arrepende ? Perguntei enquanto lágrimas rolavam em meu rosto, me sentia elétrica por dentro, mas não em um modo bom, me sentia magoada nunca pensava que seria assim. - meu amor , como sabe de tudo isso ? Como ? Ele te contou não foi? - está preocupada em saber como foi que fiquei sabendo do meu passado ? Não deveria , ele aconteceu e eu sim! Tenho que saber , mas não foi o papai que contou eu li seu diário , eu sei de tudo . Falei um pouco estérica , as lágrimas desciam em meu rosto enquanto cada uma das palavras eram ditas . - filha me perdoe por favor , eu ... Eu era muito nova não sabia o que estava fazendo , eu sinto muito por tudo que tem vivido . - você sente é? Não deveria, meu pai cuidou muito bem de mim, meu pai me deu tudo que eu poderia ter, ele me deu o mundo dele, ele não me abandonou e sou grata por isso, meu pai sim me ama de verdade e não você. Nesse momento a mesma tocou em meu abraço foi quando tirei o braço do seu toque . - Eu te amo minha filha , eu te amo muito . - não ! Você ama a se mesma, vc me chamava de monstro, vc queria me m***r! Quando falei isso a mesma me abraçou , tentei sair do seu abraço mas ela não deixou então deixei me levar e chorei ali assim como ela também . - filha eu te amo , eu te amo muito . A mesma repetia em meu ouvido , não conseguia falar mais nada só conseguia chorar e chorar , ouvindo também os soluços do papai . - deixa eu fazer por você o que não fiz até agora minha filha , deixa eu cuidar de você . - se for para fazer o papai sofrer é melhor você desaparecer . Falei enxugando minhas lágrimas e então senti seu toque em meu rosto , pela primeira vez estava sentindo o toque da minha mãe , o toque que tanto queria senti desde quando me entendo por gente . - eu quero cuidar de você meu amor , eu prometo nunca mais te abandonar . A mesma falou beijando minha bochecha e logo após me abraçando forte . Aceitar está cega , paralítica e que sua Mãe voltou do nada não é fácil mas , tentei com todas as minhas forças , por meu pai somente por ele . - Agatha ! Tenho uma ótima notícia . Ouvir a voz do Juliano o mesmo parecia eufórico enquanto meu pai pentiava meu cabelo e eu simplesmente paralisada naquela maldita cama . - Qual essa tal boa notícia? Perguntei desanimada é! Minha vida tinha virado de pernas pro ar , a mamãe não estava mais no hospital disse que teria que ir , então Só estava comigo o papai já que a vovó estava em casa se preparando para voltar como todas as manhãs . - nossa que desânimo filha ,olha ! Vai ser uma boa notícia como ele falou se anima meu amor . -  Hoje você pode ir para sua casa ! Juliano falou super animado , nesse momento segurei o colar que estava em meu pescoço . - mas e a sua promessa ? Como vai cumprir se eu estiver em casa ? Nesse momento sentir o toque do mesmo , ele tocou em minha mão . - ei! Eu vou cumprir , vou te visitar todos os dias . - essa é mais uma promessa ? - sim! É mais uma promessa ! O mesmo falou com um tom de carinho , sorrir para o mesmo , meu objetivo era : mostrar está bem para o papai não ficar preocupado , sorrir para fingir que estou bem . Não queria fazer nada que deixasse meu pai preocupado comigo , quer dizer , mais do que já está . - então! podemos te arrumar ? O Juliano perguntou enquanto caminhava para os pés da minha cama ,  sorrir e afirmei com a cabeça , as enfermeiras colocaram uma roupa em mim , um vestido o qual parecia ser rodado . Assim que estava vestida o papai voltou para o quarto ,  me colocou na cadeira de rodas , é! Não foi nada boa aquela sensação , sem querer deixei lágrimas rolarem em meus olhos . - você está bem meu amor ? - estou sim papai ! Falei sorrindo para o mesmo , sentir as mãos dele enchugar minhas lágrimas . - agora é minha vez ! Juliano falou empurrando a cadeira de rodas , o mesmo saiu correndo empurrando a cadeira e assim arrancando meus primeiros sorrisos sentada naquela maldita cadeira . - Vejo que a Princesa Agatha sorriu ! O mesmo falou assim que chegamos perto do carro . - obrigada por tudo que está fazendo por mim . - eu vou cuidar de você princesa e só vou parar de te enjoar quando eu te vê correr . O mesmo falou assim que se ajoelhou em minha frente pois o mesmo acariciou minha bochecha direita . - quando vou te ouvir novamente ? - se possível hoje assim que eu sair do trabalho . O mesmo falou enquanto ajudava o papai a me colocar no carro . - posso contar com sua visita ? - sim princesa ! O mesmo falou dando um beijo leve em minha mão , sorrir meio de lado e assim ouvir a porta do carro fechar .
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR