Pt. 1 Mais um contexto

1463 Palavras
algumas horas, em uma sexta, avistei ele no intervalo sendo arrastado por um pessoal estranho, como se estivesse forçando ele ir para algum lugar. Ele relutava um pouco e até me avistou! E gritou meu nome como se estivesse feliz. As pessoas que seguravam ele me encarou e eu simplesmente disse a ele “boa sorte, representante” e disse para ele escutar. Já se sentiu desesperado? Ele já é vi em seus olhos. Depois de horas, avistei um aglomerado de pessoas se concentrando em um local e então vi exatamente isso: ele morto, espancado e jogado de qualquer jeito. Não achei trágico e não fiz questão de estar em luto com a escola. A reputação da escola ficou terrível e mamãe me tirou de lá. Ora, ora. Cacete, me perdi! Peraí... ah, sim! ENSINO MÉDIO. A história foi do fundamental que acabei de contar agora. Não sei se a história que contei soa como vingança, mas se você acha, quero saiba; na minha perspectiva, meu intuito não usou algum sentimento como combustível, eu só segui em frente. Enfim, durante o ensino médio, tendo como conhecimento sobre meus sonhos, de grosso modo, “paranormais”, pude usar muitas coisas a meu favor! Até mesmo para ganhar dinheiro e ajudar mamãe e Francisco (meu irmão). Sim, usei meus sonhos para coisas superficiais, mas nunca pensei em usar para manter alguma estabilidade no mundo porque não me importava como o resto do mundo estava. Dentro de mim, o mundo era muito menor e melhor: sem discernimento (princípio do discernimento fica melhor, né?), ora animado, ora silencioso, mas sempre sem julgamentos, embora em alguns momentos mamãe me julgasse como demasiadamente ríspido, e isso eu reconheço: sou ríspido e não estou disposto em enganar a mim com ‘mudanças’. Não podia justificar meus meios de ganhar dinheiro com sonhos, aliás, não achava necessário contar isso para alguém. Isso importaria? Quero dizer; são sonhos de alguém que vive em mundo totalmente caótico e repleto de oscilações, então há cousas mais interessante para se preocupar, não acha? Enfim, foi durante o ensino médio que arrumei o emprego que citei anteriormente: era manhã no trabalho e tarde na escola, e a noite era minha para jogar ou assistir animes. Fazia as tarefas escolares na escola para nada me atrapalhar em casa e... Às vezes, hehehe... eu esquecia. Isso fez com que meu professor de matemática ficasse com certa inimizade comigo, mas não foi porque eu o respondi, mas pelo fato de sempre ignorá-lo, e isso fez com que mamãe fosse muitas vezes à escola! E em todos os chamados, era ele que queria sempre conversar com ela sobre meu comportamento. Teve um dia que eu estava assistindo aula de matemática, como vocês, claro, e estava muito cansado. Acordei quase em cima da hora de ir ao trabalho e tive que correr. A noite de jogatina foi muito f**a, acabei dormindo muito tarde! O peste me matou com dois feitiços, mano, que mago desgraçado. Entretanto, a mana dele acabou, hehe, quero dizer, acho que me distraí com algo... não queira saber. No trabalho, estava sendo movido só por alguma força de vontade, porque por mim eu estaria dormindo ainda. Quando acabou meu expediente, fui almoçar e tentar tirar uma soneca que parece que mais piorou a situação ao invés de ajudar. Tive que assisti 6 aulas com muita, muita, muuuuita disposição, e por um momento, sentia que eu era a representação de disposição. Antes de chegar no professor, vamos para o intervalo (melhor parte) para entreter vocês. Quando tocou o sinal, fui ao refeitório e vi alguns memes, fiquei entretido com confusões alheias e rindo só até aparecer meus colegas/amiguinhos, e foi nesse exato momento que pensei “tentarei tirar uma soneca”, mas eles apareceram... infelizmente. Vieram com muito alarde, falando coisas que não entendia nem um pouco! E então disse Luiz todo sorridente, enquanto eu estava infeliz: - E aí, Artur, tudo bem? - Sim, só com sono – respondi com muito vigor (sarcasmo) - Pô, a gente notou. Por isso viemos aqui te perturbar: Lívia, Luiza, Marcos e eu. – Retrucou o infeliz com aquele maldito sorriso, como se eu estivesse satisfeito com suas presenças e piadeca, quero dizer, disse Luiz com seu semblante que ofuscara nas profundezas do breu através de seu singelo sorriso. - Entendi... se senta aí então. Eu vou tentar tirar uma soneca, sabe. – disse isso enquanto recostava meu rosto na mesa. Daí ouvi a iniciação de uma conversação longa, polêmica e que talvez minha ausência de palavras teria sido a melhor alternativa. Começaram a debater política, e você sabe o que acontece quando eles criticam algo tímido, mas vivo, que pulsa em mentes aprisionadas no moralismo baseado no discernimento próprio? É bem previsível que você defenda aquilo que achar correto com argumentos válidos e/ou inválidos, e o que seriam argumentos válidos e inválidos? Bom, não costumo filtrar isso em uma conversação, mas isso é separado no que é estudado e comprovado, e no que você acha: se há um contra-argumento que você expõe embasado em achismo e fora de uma reflexão estudada, seu argumento é invalidado através de dado argumento refletido em uma comunidade de estudo cientifica que representam um problema com dados históricos-sociais e sociológicos e afins. Porém, tudo pode ser nulo a partir do momento que você ‘exagera’: quando mistura seus sentimentos de repúdio com dados estudados para tornar seu discursinho plausível. Digo, não é eu que julgo como nulo, mas foi o que presenciei por aí e no que estudei, quer um exemplo? Darwinismo social. O que é? Pesquise depois, não quero prolongar-me desnecessariamente. Luiz citou um meme reconhecido como shitpost, (mas para outros: preconceito camuflado) ligado louça, mas não vou citar aqui, claro, até porque você pesquisa aí depois. Claro, Luiza não gostou e retrucou aborrecida: - Não curto esse tipo de brincadeira, porque machismo é real e deve ser levado a sério pois reflete muito as coisas negativas, contra nós mulheres, na sociedade. Parece ter sido disseminado, mas é por causa dos dados de feminicídio, e*****o e pela insegurança de todas nós mulheres ao sair que enxergamos o quanto precisamos lutar por igualdade. Fora o quanto precisamos lutar pelo nosso papel no mercado de trabalho. Luiz começa a rir, desconsiderando todo seu argumento e diz: - Cuié, mano. – Dizia enquanto sorria – Cara, relaxa! É só um meme, uma brincadeira. Não leve a sério. Luiza respirou fundo, como se estivesse descarrilando toda sua frustação em cada momento que respirava, e retrucou, ferozmente: - Não vejo graça nisso, e você pode respeitar isso? – disse com seu olhar sério – Claro que não, afinal você nem deve entender, já que é homem. Para você que não lida com o que lidamos, é fácil brincar. Pelo menos se não sabe, poderia ficar calado, já que além de não ser seu local de fala, evite esse “humor”. Por isso odeio homem e desejo que TODOS desapareçam. Acho que por mais que sejam palavras que julguei minimamente impactantes, Luiz fez-se sério e retrucou: - Você acabou de falar sobre igualdade, mas já acabou de dizer que não tenho local de fala. Enfim, a hipocrisia! (pareceu brincadeira, né? Mas ele realmente não gostou) - A partir do momento que você usa sua liberdade para ferir a minha, você acaba de perder seu direito. Enfim, né, não vou discutir com quem não reconhece isso no mínimo. – disse Luiza enquanto cruzava os braços, com o rosto sério –, agora não é engraçado, é? Porque feriu você, assim como me feriu. Enfim, a hipocrisia. - Não, você que leva meme a sério. Se não gosta, é só não participar, ao invés de julgar todos os homens como desnecessários ao dizer “”. Por isso odeio homem e desejo que TODOS desapareçam”. Meu..., – disse enquanto sorria para descontrair sua raiva – você nem conhece todos os homens, por que desejar algo dessa magnitude sem saber de TODOS? Não é, Artur? Levantei-me do banco, furioso e com o olhar domado de frustação e disse: - Não me envolva nisso. Não me importo com nada do que falaram, mas reconheço a importância do que Luiza disse. Entretanto, tanto faz; espera que eu diga o que? - Então tanto faz uma mulher ser morta? – disse Luiza com raiva. - Ou então quer dizer tanto faz a gente ser exterminado? Deixa de ser burro e gado, meu. – Retrucou Luiz frustrado por não o defender. - Entendam como quiserem, não faz diferença para mim, não perco tempo com esses debates. Você falou isso, Luiza, mas o que isso te acrescentou? E você Luiz? Nada, né? Está na hora de vocês olharem para vocês e suas vidas.
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