Capítulo 7

978 Palavras
Henry arrastou Daphne por todo salão até a escada da saída de emergência -Que p***a tá fazendo ? - ela foi relutante - não pretende me m***r aqui né -Ah claro, eu pretendo e assim acabo com minha festa de lançamento - ele sorriu -Diga logo o que quer -Os investidora que seu pai apresentou estão dispostos a investir em nós - ele fez uma pausa - mas tem uma coisa -Eu sabia, com você sempre tem uma coisa - ela ironizou -Fred falou que ele e a esposa são muito tradicionais e gostam de investir em negócios com o mesmo princípio - ele tentava explicar - eles sentiram que nós não estamos tão "casados" quanto deveríamos -O que isso quer dizer ? - ela encarou o homem percebendo seu nervosismo -Vamos ter que fingir que estamos casados e apaixonados para conseguir o investimento - ele falou de uma vez - eles precisam ver que é de verdade Daphne teve uma crise de riso com a revelação do marido -Então quer dizer que você quer fingir que estamos casados ? a mesma ideia que eu tive no começo - ela sorriu com ar de superioridade - se eu fosse uma filha da p**a te torturaria com isso mas como metade da empresa também é minha e eu prezo pelo futuro dela eu aceito -Ótimo - ele comemorou relaxado - agora volte para a Alicia e seus drinks - ela empurrou ela de volta para o salão Apesar da humilhação Henry estava a um passo de expandir todo seu império e para isso só precisava se esforçar um pouco afinal não há conquistas sem esforço. E quando conseguisse o investimento e assinasse seu divórcio ele iria embora de Nova York, se mudaria de País e sumiria No canto do salão ele teve uma visão completa da festa, estava incrível e ele teve que sorri, estava sendo recompensado depois de anos de trabalho árduo. Se lembrou do seu pai e de um relacionamento abusivo que manteve com o homem por anos "Você nunca terá nada " a voz do homem ressoava na sua cabeça. Era incrível o poder que os pais tinham sobre os filhos e como cada coisa r**m que saiam da boca deles colava feito chiclete na cabeça das crianças Ainda bem que ele tinha se livrado de tudo aquilo, caso contrário não estaria vivendo nada disso, nem o maldito casamento que apesar de terrível era uma conquista. O Henry de 15 anos atrás jamais teria uma mulher como Daphne Koch do lado, nem se fosse como uma esposa de aluguel Eram de mundos diferentes e o Henry de 17 anos jamais cruzaria com a Daphne que estava saindo do ensino médio e dirigia um Audi, mas o Henry de agora estava casado com ela e apesar de pejorativo ela era uma conquista assim como ele era para ela um banco, uma herança ou puro interesse financeiro -Hora do discurso senhor - Henry assentiu e subiu no palco Todos os convidados estavam sentados em suas mesas, exceto Daphne que estava sozinha no bar com os olhos vidrados nele, antes de sair de casa se lembrou da fala da esposa "Mantenha seus olhos em mim caso esteja nervoso, na hora que me olhar se lembrará que seu ódio é maior que seu nervosismo " Ele fez o que ela sugeriu mas o sentimento que invadia seu corpo não era ódio, era admiração, paixão e se fosse mais ousado chamaria de amor. Quis se castigar por amá-la, só podia ser masoquista para amar uma mulher que só pisava em seu coração -Boa noite a todos - ele sorriu e o telão atrás dele mudou de cor - primeiramente quero agradecer todos vocês por estarem aqui nessa noite especial. Saibam que são importantes para mim ... bom, nessa noite iremos lançar três produtos inovadores no mercado tecnológico, desde fechaduras digitais, câmeras de segurança e um novo sistema de rastreamento para empresas e pessoas físicas - mais uma vez o telão atrás dele mudou revelando a imagem dos novos produtos Henry continuou o discurso falando do processo de criação de cada produto e de como eles entrariam no mercado, falou de como estava se sentindo orgulhoso e por fim agradeceu a presença de cada um e exigiu que curtissem a festa -Quase ia me esquecendo - ele sorriu arrancando gargalhada de todos os convidados - quero agradecer a minha esposa maravilhosa por tanto apoio e admiração, se não fosse por ela eu jamais teria subido nesse palco Daphne quase congelou na cadeira do bar com aquela parte do discurso, todos os olhares se viraram para ela e pode-se ouvir alguns murmurinhos dos convidados elogiando o casal. A música começou a tocar novamente e henry caminhou até ela tentando não atrair tantos olhares -Apenas sorria - ele beijou a boca dela e colocou uma mão sobre a perna nua da mulher - você está linda querida, sem dúvidas vermelho é sua cor -Você joga muito baixo - ela arfou contra o beijo sentindo um misto de sensações, estava morrendo de saudades do toque dele - fique longe de mim -Quer que eu me afaste porque sabe que não resiste a mim - ele se concentrou no pescoço dela e agradeceu pela distração dos convidados, a essa hora todos estavam dançando na pista - se você cedesse só um pouco eu poderia te levar ao céu -Que p***a Henry - ela o empurrou - isso não vale no nosso jogo -Então é um jogo ? - ele sorriu - quero saber por quanto tempo essa sua pose de durona vai durar -Tempo suficiente até que eu assine o divórcio O homem não falou nada, apenas saiu sorrindo e deixou Daphne se recompor na cadeira daquele bar. Quem olhasse a cara dela poderia notar que estava queimando de prazer, um nível altíssimo de t***o acumulado
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