11- HOT

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CAPÍTULO 11 CORINGA NARRANDO Fumei o baseado devagar, sentindo a brisa da noite bater no peito. O morro lá embaixo cheio de luz, a cidade distante, o silêncio só cortado por algum cachorro latindo longe. Fiquei ali, encostado no parapeito, o baseado de maconha queimando entre os dedos. A fodä tinha sido boa. Boa pra caralhø. Mas não era só isso. Ela mexia comigo de um jeito que eu não sabia explicar. Ouvi a porta do banheiro abrir lá dentro. Depois passos leves. Ela apareceu na sacada. Camiseta branca. A minha. Tão larga que cobria quase tudo, mas deixava as pernas dela à mostra. Cabelo ainda meio molhado, bagunçado, grudando no rosto. Linda pra caralhø. Ela me olhou, meio sem jeito, depois veio andando devagar. Sem dizer nada, sentou no meu colo. — Hum — murmurei, passando o braço na

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