NARRAÇÃO DE KAITO... . Meu pai nos jogou em uma situação que eu não queria enfrentar. Minha mãe claramente não queria esperar até o almoço. Ela colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha e me encarou, aguardando minha resposta. — Fala, Kaito! — Mãe... Senti um embrulho no estômago. Fechei os olhos por alguns segundos. A lembrança dela jogada no chão do quarto me atingiu como um golpe: vestida de preto japonês, de luto, chorando aos soluços em meio a incenso, velas, flores e fotos da irmã mais nova. Meu pai sempre me tirava daquele quarto, segurava minha mão quando eu ainda era pequeno. Ele achava pesado demais para mim. Mas todo ano se repetia. E, coincidentemente, completaria mais um ano naquele mês. — Kaito! — Vamos todos entrar. Está muito frio aqui fora... — meu pai intermed

